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Morram para aprender a viver

Há tempos queria voltar a escrever os meus textos sombrios, talvez porque eu seja boa filosofando mais sobre a morte do que sobre a vida, e o post RPG – Encarando a morte acabou me inspirando. Mas, antes de qualquer palavra, quero deixar claro que não sou serial killer, embora já matei muitos seres vegetais (incluindo cactos!). Falar de morte e serial killer e não lembrar de Dexter é como ver uma laranja muito cara na feira e lembrar que laranja não é vermelha por dentro e.. ops! Dexter novamente.

Essa série já foi mencionada nessa Taverna, no post Tonight’s the night, e desde 2006 lembrada muitas vezes na minha vida, não pela vontade de que façam um café americano para mim, mas porque todos temos um passageiro sombrio em segredo, e como Dexter diz: “Não existem segredos na vida. Apenas verdades escondidas que ficam sob a superfície”.

Não tenho a intenção de filosofar sobre as seis temporadas de Dexter até porque não lembraria detalhes, apenas o tema de cada uma, mas agora com duas novas temporadas garantidas muitas coisas ainda podem mudar. Essa sexta temporada com o tema Fé passa longe de pregar a religião, nela se discute o que é a fé e natureza humana e como agimos sozinho despidos diante ao desespero.

Além disso, essa temporada reforça um pensamento que sempre tive: algumas pessoas merecem morrer sozinhas com seu orgulho, seu egoísmo e suas decepções guardadas numa caixinha, precisam da solidão na morte, momento que mostra quem realmente somos. Maldade? Não. Talvez a morte seja o único momento que lembrará e assumirá o que foi na vida. (Agora, entre nós: será que no final da oitava temporada Dexter morrerá sozinho abraçado com sua caixinha?) Continue lendo


Tonight’s the night

Continuo o assunto mórbido do meu último post. Nas citações apareceu Dexter, uma das séries atuais macabras-comerciais bem sucedidas (transmitida tanto pela Showtime, nos EUA quanto pela FX no Brasil) que tem um roteiro fechado e visível identificação do público com o protagonista.

Uma vez encontrei num sebo os livros do romance de  Jeff Lindsay, e pensei: se é impossível ver apenas um episódio por vez, seria insano começar a ler esses livros, os devoraria numa tarde.

Desde a excelente abertura da série, centrada no tema ambíguo de violência, sangue, assassinato com cenas do café da manhã do “serial killer-narrador” é capaz de segurar e fazer o público nem cogitar a hipótese de pular os minutos da abertura, mesmo depois de tantos anos de série.

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