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O Pulso da Vontade

SESC Vila Mariana

07/01 a 26/02.  Terça a sexta, das 10h às 21h30; sábados, domingos e feriados, das 10h30 às 18h30. 

Ambientação que explora metaforicamente o coração e suas dinâmicas, vinculando-as ao tema da adesão e permanência nas atividades físico-esportivas. Os motes impulso, pulso-irrigação, ritmo, coordenação, constância, emoção e força-vitalidade são traduzidos em diferentes suportes e linguagens. Térreo.

Livre para todos os públicos
Grátis

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Sempre que eu a minha amiga Paula, nos encontramos uma série de sincronicidades acontecem. Já relatei isso no meu blog, a Estrambólica Arte e agora vou compartilhar nossa mais nova experiência aqui na Taverna.

Gael de Tigre e o grupo Furunfunfum

Combinamos de nos encontrar, novamente no Parque do Ibirapuera. Domingo, um dia lindo de sol (e olha que sol neste mês de janeiro aqui em São Paulo está difícil). O parque estava lotado. A Paula entrou pelo portão 7 e eu pelo 10, do outro lado do parque. Mas, encontrá-la foi muito tranquilo. Foi legal vê-la no seu papel de mãe, com binóculos no pescoço, aviãozinho de isopor, máquina fotográfica e o seu maior tesouro, o Gael, lindo com o rosto pintado de Tigre.

Começamos a passear e conversar entre as crianças e os brinquedos do parquinho. O Gael estava radiante. Entre nossas conversas, falamos sobre a vida, a agressividade do ser humano, isso veio à tona depois de uma atitude um tanto quanto exagerada de uma mãe que estava próxima à nós duas. Falamos dos nossos desejos e emoções e do respeito pelo tempo e vontade do outro. Falamos de Deus, Jung, Osho, Freud, Nietzsche, vida, medo, coragem, sonho, visões, meditação, coragem, intuição.

Depois sentamos na beira do lago e ficamos olhando os patos e brincando com Gael, que já estava ficando cansado e com fome. Daí decidimos ir ao SESC Vila Mariana, almoçar e depois assistir a uma peça infantil, uma nova versão de “Os três porquinhos”, uma releitura (mais divertida do que esperávamos) realizada pelo grupo Furunfunfum que comemoravam os seus 20 aninhos de existência justamente naquela data! Coincidência? E lá fomos nós…

Não, não é por acaso que viemos parar aqui, taverneiros. A amizade entre Carla e eu se estabeleceu e alcançou profundidade a partir de interesses comuns como arte, cultura e o universo do diálogo encontrável nos blogs. O amor e a sintonia emergiu precisamente com a inesquecível exposição “O Pequeno Príncipe”, que rolou na Oca em Outubro de 2009 – no mesmo Ibirapuera em que nos encontramos nesse domingo. “Só se pode ver com o coração. O essencial é invisível aos olhos” – revelou seu segredo a raposa ao seu recém conquistado melhor amigo, o princepezinho, ambos personagens do livro homônimo, clássico do aviador francês Saint Antoine de Exupéry.

“O Pulso da Vontade” foi a segunda exposição que eu e Carla frequentamos juntas. E ela têm por referência principal justamente quais de nossos órgãos vitais, caros taverneiros? Advinhem? É isso mesmo: o coração. Que curioso encontro de acasos, não? Havia mais para ser falado sobre este tão essencial músculo de nosso corpo do que supúnhamos quando experimentamos esteticamente o ponto de vista da exposição de 2009. É verdade que já intuíamos a aventura que estava por vir, pois afinal reconhecíamos nossa inegável afinidade. Mas não imaginávamos quando e como ela nos tomaria e uniria os caminhos ainda mais concretamente do que naquele imóvel instante de maravilhamento. E a estrada se revelou, caros filósofos e companheiros de taverna: o encanto brotou; deu cria.

O que propõe a exposição “O Pulso da Vontade” são “situações propícias à descoberta dos desejos e intenções que nos mobilizam e nos fazem comprometidos com nossas escolhas”, explica a equipe do Sesc Vila Mariana. A ambientação ali promovida conferiu forma às indagações acima mencionadas por Carla, “desdobrando-se numa configuração espacial e visual que, ao explorar e traduzir traços característicos do coração, sugere ao visitante uma imersão no núcleo propulsor de nossos ímpetos e movimentos”.

Muito complicado? Nem tanto, caros leitores. Tudo isso pretende ser nada mais nada menos que uma metáfora da diligente atividade orgânica que nos mantém a todos vivos. Resumindo, consiste em tentar responder à seguinte pergunta que se faz: “O que é vital para você?”. Chega de objetivismo, generalização e lugar-comum, pois, no fritar dos ovos, a nossa subjetividade determina bem mais do que supõe a nem tão superada assim (mas antiga!) razão cartesiana. E é isso que exploraremos também nos textos vindouros que irão compor essa série escrita em parceria de coração, olhos e alma; sentidos para além da razão.

Painel da ambientação "O Pulso da Vontade", no Sesc Vila Mariana

Pois bem, meus queridos,  o que me dizem sobre isso? O que é vital para vocês? Para nós, é isso: a amizade, a afinidade, o amor, a simplicidade do olhar infantil que transcende a razão e se ancora na sabedoria do coração. Pra nós, mais importante do que se estar certo é ter um amigo com quem compartilhar sonhos e visões. Mais do que a concordância com o outro, buscamos e elogiamos nossas diferenças, pois são elas que enriquecem o diálogo entre nós. É através delas que podemos ter a sorte de aprender uma com a outra. A gente põe fé no valor do RESPEITO à DIVERSIDADE humana. E vocês, no que põem fé?

No próximo post, trataremos específicamente de um tema que faz com que perdamos o controle sobre nós mesmos e que nos acomete a todos, tirando-nos, eventualmente, o chão dos pés. Vocês hão de concordar comigo – nem que seja apenas no silencioso interior do pulsar de suas veias – que o IMPUSLO é algo que traz consequências que revelam-se nem sempre agradáveis e, contraditoriamente, podem se mostrar bastante essenciais para o nosso crescimento integral. 

Apresento-lhes as cenas do próximo capítulo: “o que é impulso afinal?” e “para onde os seus impulsos lhe conduzem?”. Isso é uma palinha do que trataremos em nosso próximo bate-papo aqui nesta taverna. Eu, Carlinha e toda a galera esperamos por vocês para que dividam seus pontos de vistas sobre o tema conosco e nos ajudem a solucionar os enigmas relacionados ao primeiro mote proposto pela equipe de “O Pulso da Vontade”, o impulso. Até lá!

Carla e Paula

Carla Oliveira e Paula Figueiredo

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A chave para o coração de uma mulher

Eu acho seguro dizer que quase todo mundo no planeta já se feriu em algum relacionamento passado.  Se você ainda não viveu isso, você irá, em algum ponto. Acontece; quebrar o coração. E pode ser tanto numa relação amorosa, como em uma amizade ou sociedade. Isso não acontece apenas na categoria “relacionamentos amorosos”, apesar de que na maioria das vezes é aí mesmo que está o problema.

Hoje eu quero falar sobre confiar no outro após se  ter sofrido uma desilusão amorosa.

Eu acho importante estar presente e ser consistente – estar LÁ para quem você ama. Eu acho que uma das coisas mais valiosas do mundo é o coração de quem se ama. E acredito que é parte do amor tomar cuidado para que o coração da pessoa amada não se quebre.

Quantos de vocês se feriu no passado? Meu palpite é que a maioria de vocês já experimentou isso, se não todos. Por isso, é vital que entendamos uma coisa: as pessoas protegem os seus corações.