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Tudo Levantado

É com orgulho que essa humilde Taverna anuncia o sucesso do Primeiro Levante de Música Curitibana, que teve início no final do outono e começo do inverno na fria Curitiba. Esse Levante foi capaz levantar o astral dos curitibanos, quebrar o gelo e diminuir a neblina que havia sobre a música autoral na cidade.

A Taverna Filosófica acompanhou a evolução desse movimento e deixou claro, por meio de textos e vídeos, que a união faz a força. Clichê? Não. O coletivo nunca será um clichê, porque é com diversidade de ideias e unindo forças que é possível alavancar a cultura, seja ela em micro ou macro escala.

Quando colocamos em pauta o cenário autoral da cidade de Curitiba, pensamos que esta seria apenas um exemplo de descaso das autoridades com o potencial artístico de uma comunidade, por não apresentar espaços e abrir portas para a divulgação da arte. E fomos surpreendidos. Não pelas autoridades, mas pelo coletivo. Continue lendo

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Levante-se, não fique fora da Casinha!

Em menos de um mês que choramos as pitangas pelo cenário da música curitibana, ouvindo as canções que causam dependência, viciamos os  frequentadores dessa Taverna. Bêbados pelas doses dos acordes, fomentamos a discussão: “[…] A indagação sobre o potencial artístico das cidades, como Curitiba e outras, no cenário musical não se propagar está restrito à produção local ou o problema está em pequenas portas enferrujadas que não se abrem para esses artistas, nem mesmo dentro da própria cidade? […]”.

(Ver o post  A música independente que causa dependência).

Neste momento, trago uma resposta. Não uma mera resposta, não um simples manifesto, mas um Levante. Uma ordem imposta pelos que se preocupam em propagar a música curitibana começando pela porta da frente.

As portas da casa se abrem mostrando um cenário que poucos conhecem. Mesmo sabendo do desmerecimento da arte local por parte das autoridades (que não produzem espaços culturais dignos para os artistas locais), pessoas que não esperam acontecer arregaçam as mangas, fortalecem a base estrutural e constroem uma casa que não apenas produz música, mas planta e colhe os frutos culturais no seu jardim, um público hipnotizado pela qualidade musical de Curitiba.

Isso não é uma metáfora. Essa casa, que ainda é uma casinha, foi projetada por uma parcela dos viciados em arte. A Casinha, um espaço idealizado pela Tertúlia Produções Culturais, é um ponto de encontro cultural situado ao lado do ícone da cultura curitibana, o Museu Oscar Niemeyer, e reúne sob tetos e ares um público que acompanha a produção dos artistas locais que expõem sua criatividade em cores, notas ou acordes – num ar contaminado pela arte.

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