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Com chapéu, sorriso e sem pressa!

Eu, meu chapéu e meu sorriso em Paris.

Ao passear o chapéu que ganhei em Paris por Três Pontas, penso que ele talvez tenha mudado de função. Aqui, eu o uso sobretudo para proteger minha cabeça e meu rosto do sol. O sol de lá era tão brando… E mesmo com vento eu usei o chapéu. Lá ele chegou para compor o visual, toda romântica eu estava, simplesmente por estar ali. Passeava me sentindo bem por estar em Paris. O chapéu pareceu perfeito para o meu estado de espírito! Eu adorava aquele anonimato sem fim, aquele vazio pronto para virar criação. E o chapéu me levou a encarnar múltiplas personagens. Pura epifania. Mas aqui a coisa mudou de figura.

Eu, meu chapéu e meu sorriso em Três Pontas

Vejam: em ambos os lugares o chapéu e o sorriso expressaram a alegria, o contentamento que sinto por estar viva e por ser mesmo assim. Hoje, por exemplo, eu o coloquei para ir caminhando para uma aula que era longe da minha casa (e a distância eu a calculei em termos do tempo em que o sol estaria sobre a minha cuca) e quando cheguei ao meu destino, adivinhem? Semana do saco cheio, no classes! Sorte que eu tinha o chapéu me protegendo do sol e do mau humor! De uma caminhada aparentemente infértil de chapéu sob o sol fui levada a resolver um probleminha com o celular que havia dias estava – digamos – me estorvando (ai que palavra boa!) com coisas mínimas facilmente resolvíveis e que a gente insiste em procrastinar.  A loja  salvadora da pátria dos problemitos estava em meu caminho. Acaso?

Gosto de ter vida lúdica de caminhante. E de me forçar a ter um estilo de vida mais simples, pois sei que cedo fácil a certos apelos consumistas. (Ainda.) E à pressa. Sim, um carro seria legal. Mas não quero ceder a isso. Ainda não. Essa não é uma real necessidade e poderia atrapalhar, por ora. Deus sabe o que faz- E quando e aonde faz também. (Ele ter me feito, e em Três Pontas, por exemplo, não é mera coincidência. E, quanto ao quando, tampouco!). Há tempo para tudo sob o sol. O tempo hoje pediu chapéu e sorriso e um dia pedirá carro. Acho. Tudo devagar.

Com chapéu, sorriso e sem pressa!

O tempo hoje também pediria bicicleta, mas a minha alguém me pediu e eu emprestei. Então fui assim mesmo para a aula que nem teve: caminhando com chapéu, sorriso e sem pressa!

Namastê e muito bom humor para todos os seus dias!


Ummagumma Pink Floyd Cover lota Chevrolet Hall

Bombástico. Assim foi o show da banda Ummagumma Pink Floyd Cover em BH no último sábado.
Logo na entrada já se via: filas enormes para se comprar o ingresso das três horas de prazer que
deixariam a todos estarrecidos. A emoção era tão grande para mim – eu, tão pequena no meio
daquela gigante plateia que encontrei ao entrar – que não dava para não imaginar o sentimento do
pessoal da banda ao encontrar aquela multidão aplaudindo e gritando… Tinha chegado a hora de
eles receberem os louros do reconhecimento de seu trabalho e o resultado de sua fé.

Foto: Felipe Massara

“Seguro a sua mão na minha para que juntos possamos fazer o que eu não posso fazer sozinho.” Não
sei se esta é uma oração, um mantra ou se é uma citação de alguém que soube expressar o anseio
e a necessidade da alma humana de unir-se aos demais para construir uma nova realidade. Sendo
o que for, essas palavras expressam a essência do enorme sucesso que esta incrível orquestra de
rock progressivo alcançou: trabalho em equipe. Ou seria melhor dizer trabalho em família? Pois a
fé daqueles que sonharam dormindo e acordados com o sucesso da banda foi capaz de criar o que
Bruno Morais – “o David Gilmore do Ummagumma”- chamou de “família Ummagumma”.

“Está mais cheio do que no show do Bob Dylan”, disse um moço que chegava no show ao mesmo
tempo que eu e da mesma forma se assombrou com a extensão da platéia, que lotava os quase 5000
lugares disponíveis no Chevrolet Hall. Ao telefone, alguém falou “… estou no show da melhor banda
cover de Pink Floyd do Brasil! Eles são os melhores, porque tocam também o lado B.” “Lado B”, para
quem não sabe, é uma expressão que está diretamente associada aos discos de vinil e traduz uma
coletânia de canções diferenciadas, autênticas e alternativas. O seu sentido se constrói em oposição
ao lado A, que historicamente continha opções mais comerciais.

Tanto eles tocam o lado B, que foi preparado um set list especial para este show, incluindo
canções que nunca haviam sido interpretadas pela banda, como: “Welcome to the Machine”, do
álbum “Wish you were here”; “See Emily Play” do single homônimo; “Summer ‘68”, do disco “Atom
Heart Mother”; “The gunner’s dream”, do álbum “Final Cut” e “Sorrow” de “A momentary lapse
of reason”. No entanto, clássicas como “Another Brick in the Wall, part II”, “Echoes”, “Dogs” e
“Comfortably Numb” não foram deixadas de fora.

Agora vou lhes contar sobre aqueles momentos ‘frio na barriga dos fans’ (e da banda também,
penso eu). Na abertura, com “Shine on you crazy diamond” o público delirou e o êxtase foi geral.
Em “Mother”, Bruno deixou que a platéia cantasse sozinha e ela o faz com maestria, pronunciando
cada palavra e vibrando muito. Isabela Morais, irmã de Bruno, e uma das backing vocals, brilhou
mais uma vez com a performance do solo de voz de “The Great Gig in the Sky”, ao mesmo tempo
poderosa e suave, fazendo arrepiar até o último fio de cabelo. Pude sentir que o show alcançava o
seu clímax na esperada “Wish you were here”, quando Bruno acendeu um isqueiro no palco e via-se
luzes por todos os lados, formadas por isqueiros e visores de celulares; causando um efeito digno de
um show de gente grande.

Foto: Jason Almeida

E foi isso mesmo que eles mostraram ser ao se apresentarem com tanto profissionalismo e não se
deixarem abalar pela responsabilidade que é ostentar um público tão grande (e exigente, diga-se de
passagem). Em vez disso, eles demostraram vontade de superação e desejo de manter em alto nível
a qualidade de seu show para satisfazer a expectativa que merece esse pessoal que tão fielmente os
vêm seguindo.

Que o Ummagumma se apresenta em BH desde 2002 e que o público de lá é fiel, eu já sabia. Há
exatamente um ano, os caras gloriosamente se apresentaram no grande teatro do Palácio da
Artes; e foi lá que eles gravaram o seu primeiro DVD (à venda na Opsom e na Revistaria do Ézio,
em Três Pontas e na Point Rock (Galeria Praça 7) em BH). Porém, no último sábado eu senti que
havia energia nova no ar… Algo que poderia vir a inaugurar uma nova etapa para o grupo nesses 10
anos de estrada. Intuição feminina? Você poderia me perguntar… Ao que lhe respondo: evidências
concretas; pois o sucesso do qual pude humildemente fazer parte é árvore frondosa saída de
semente coletivamente plantada e irrigada! Não poderia ser mais merecido. Parabéns, galera do
Ummagumma Pink Floyd Cover! O show de vocês foi um arraso completo!

“Sinceramente, foi melhor que a minha expectativa, esperava um show, acabei vendo um
espetáculo…”, comentou Felipe Lopes, um dos muitos fans do Ummagumma que fizeram questão
de se manifestar na fan page do grupo no facebook e deixar registrado o seu agradecimento por
horas inesquecivelmente bem vividas. Junto com esse pessoal, estou eu, que tive a sorte de estar
lá no maior e melhor show que o Ummagumma PFC fez até hoje. Satisfeitos e extasiados, quisemos
nós também, deixar a nossa marca.

Foto: Radio WebRoots


CONTENTE-SE.

“O contentamento é uma ciência misteriosa que só pode advir da vivência individual.”

Hoje encontrei o texto acima entre o que escrevi em outro momento. Reli-me. Revi-me.

A foto acima faz parte do ensaio em forma de foto-poema que fiz para a Bumerangue, multimarca especializada em roupas e assessórios femininos; localizada na cidade de Três Pontas, sul de Minas. O foto-poema “Observação do instante” pode ser visto na página da Bumerangue do facebook, no link: https://www.facebook.com/media/set/?set=a.413584195352077.91351.396401727070324&type=1.

Faça-nos uma visita e confira o ensaio. Aproveite e curta a página para receber todas as atualizações. Curta também a minha página no link: https://www.facebook.com/pages/Paula-Figueiredo/146456762061651.

O slogan da Campanha da Liquidação de inverno da Bumerangue é: “Que mulher você quer ser hoje?”; uma boa pergunta para nos fazermos todas as manhãs.

E você? Que mulher você quer ser hoje? Eu quero ser a mulher que sou.

Abraço para você! Ce la vie!


Filme,pré-estreia, festa e exposição – Raul: O início, o fim e o meio

Olá Taverneiros, tenho várias novidades sobre o nosso mentor taverneiro-filosófico-muluco-beleza, mais conhecido como Raul Seixas. O mês de março está repleto de Raulzito: filme, pré-estreia, festas e exposição.
É com muita felicidade que faço a divulgação da estreia do filme e da exposição, “Raul: O início, o fim e o meio” aqui na Taverna. Tive o prazer e o privilégio de assistir o filme que foi exibido pela primeira vez na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo – 2011. Exibido em duas salas lotadas, no Shopping Frei Caneca, o filme não só emocionou os fãs do Raul, como também fez a plateia entoar um canto emocionado ao relembrar a vida e as músicas do Maluco Beleza e que ao final recebeu um merecido e caloroso aplauso e vários gritos de “Toca Raul”. Não foi à toa que o filme levou o Prêmio de público e Prêmio Itamaraty de melhor documentário brasileiro da Mostra.
O filme estreia nos cinemas agora 23 de março e para os Raulseixistas de plantão haverá pré-estreias do filme no dia 15 de março. E para quem desejar cantar e se emocionar com as músicas do Maluco Beleza haverá festa de pré-estreia do filme no dia 20 de março, no Adega Original, São Paulo. Atrações: Putos Brothers Band e convidados especiais.
Foi aberta agora no dia 10, no Metrô Paraíso, São Paulo, a exposição “Raul: O início, o fim e o meio” que exibe a discografia, a cronologia da vida e obra do Raulzito, além de fotos e manuscritos das letras das músicas compostas por ele. A exposição fica em cartaz de 10 a 31 de março.
Para mais detalhes clique aqui e acesse o Estrambólica Arte onde foram disponibilizados os links e mais informações.

Vai uma banana?

Estamos em Março, o mês considerado pela ONU o mês da mulher. É isso mesmo: o mês que possui em si o “Dia Internacional da Mulher”, 8 de março é também ele todo consagrado à mulher. Se você sabe o que aconteceu neste dia para que levasse esse título, parabéns. Se não sabe, leia isto: http://estrambolicarte.blogspot.com/2012/03/historia-do-8-de-marco.html.

A banana de Andy Warhol, grande ícone da Pop Art, foi feita especialmente para o disco da banda The Velvet Underground.

“Tortura que ela atura com fartura no viver social, então leve uma banana, também social”, cantou Tom Zé em sua música “Vibração da Carne”.  Artístico, lírico, lúdico, crítico, gênio, Tom Zé é de fibra. Um cara que não tem medo de mostrar a cara. Faz questão de ser ele mesmo e de dizer o que pensa. Não se encaixa neste status quo moderno focado na noção de que pra ser bom tem que ser belo, novo, magro e rico. Tom não muda de tom para satisfazer a demanda externa. Ele é fiel à sua  essência, à sua raiz; vive aquilo em que acredita. E distribui bananas pra quem  insiste em falar mal dele sem o conhecer. A banana acima vai para o homem que trata mal a sua mulher.  Vai também para o homem que  não reconhece o valor humano da parceira e para a mulher que não se dá o valor que tem.

A música “Vibração da Carne” é uma das várias que compõem o álbum “Estudando o Pagode – Opereta do segregamulher e amor”.  O disco propõe uma discussão sobre a segregação da mulher na sociedade. O tema é abordado com a classe e irreverência que são praxes da obra do músico bahiano de 75 anos, misturando ironia, humor e poesia num tacho só. Os hits “O amor é um rock” e “Mulher navio negreiro” se destacam no quesito ritmo e musicalidade, mas não deixam a desejar em criticidade e engajamento social. “Quero Pensar” e “Estúpido Rapaz” sugerem uma ruptura com conceito herdado da tradição judaico-cristã, em que a mulher é associada a palavras como “pecado”,  “demônio” e “diabo”.

O estudo do pagode feito pelo bahiano – que foi forçado a fazê-lo por ser vizinho de pessoas que ouviam o ritmo musical periodicamente em volume alto – revela que o maniqueísmo encontrável na Bíblia não foi abandonado quando se trata de conceituar a mulher moderna. As imagens da mulher  encontradas no pagode oscilam entre um extremo e outro: ora santa imaculada ora prostituta diabólica. Deve-se procurar evitar o uso desses esteriótipos e humanizar a imagem da mulher, quebrando paradigmas historicamente construídos. Um homem que diz que uma mulher – ser humano tanto quanto ele – é “o diabo” está nú. Seu discurso revela dele o seu “encubado, calado, colado, pirado pavor do segredo sagrado” da intimidade sexual e do amor personificado na mulher, como canta Tom na faixa “Mulher, navio negreiro”.

Em “Prazer Carnal”, “Duas Opiniões” e “Ave Dor Maria” pode-se notar forte crítica à apologia do sofrer – a crença de que o sofrimento é próprio do amor – encontrável em grandes doses no discurso religioso.  Essa concepção é embasamento fundamental para que mulheres no Brasil entreguem suas vidas a homens capazes de atos desumanos para manterem intacto o seu senso de masculinidade, posto em prova pela relação a dois desequilibrada. E tudo em nome do amor. E tem o agravante do ideal romântico digno de “princesas Disney” que ajuda a deixar a mulherada bem dócil e passiva quando submetida à violência, à agressão e à privação. “Seja simpática, seja educada e amável. Seja submissa.”  Desde cedo, a mulher aprende que,  em nome do amor, vale tudo, até mesmo ferir a si mesma. Desrespeitar-se. Estar à mercê do “predador”. Tá na hora de mudar esse quadro. O começo: não ensinar isso para nossas filhas e filhos.  Criá-los com capacidade de criticar tal produto. Para que não criemos vítimas de um futuro em que subsista a opressão.

Vejam como as mulheres não são as únicas vítimas dessa herança religiosa e cultural.  Tom diz que o seu disco é “masculinista”, pois vê o machismo como desfavorável para o homem que, não se conscientizando do mal que faz – por falta de reflexão e comodidade com lugar social que ocupa – acaba por se tornar vítima de um padrão: o da incapacidade de satisfazer a sua mulher e, mais radicalmente, a dificuldade em manter uma relação em que a parceria entre homens e mulheres efetivamente se realize. Tudo o que relatei contribui para manter altos os índices de violência e atentados à vida, à saúde física, psíquica e emocional da mulher, assim como aqueles que atualmente o Brasil ostenta.

“Baião de dois não dá pra fazer sem dividir a bênção do prazer”, aponta Tom ainda na faixa “Vibração da Carne”, relacionando a dificuldade da mulher em alcançar o orgasmo com essa tradição do discurso machista de se considerar por direito possuídor de mais  privilégios que ela, até mesmo no campo do sexo. “O que pergunto aos homens é se será que vale a pena continuar tratando mal a mulheres, dando o prejuízo que isso dá? Se você tem a companheira do homem com o pé atrás, desconfiada, ela então… (…) não lhe mostra (o segredo sagrado da intimidade profunda) porque você é um inimigo em potencial. Você ajudou incutir nela uma porção de infernos”, atesta o músico. Abaixo, no vídeo, Tom descreve por si mesmo esse ponto-de-vista. E diz mais. Diz o que deve ser dito.


O Pulso da Vontade

SESC Vila Mariana

07/01 a 26/02.  Terça a sexta, das 10h às 21h30; sábados, domingos e feriados, das 10h30 às 18h30. 

Ambientação que explora metaforicamente o coração e suas dinâmicas, vinculando-as ao tema da adesão e permanência nas atividades físico-esportivas. Os motes impulso, pulso-irrigação, ritmo, coordenação, constância, emoção e força-vitalidade são traduzidos em diferentes suportes e linguagens. Térreo.

Livre para todos os públicos
Grátis

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Sempre que eu a minha amiga Paula, nos encontramos uma série de sincronicidades acontecem. Já relatei isso no meu blog, a Estrambólica Arte e agora vou compartilhar nossa mais nova experiência aqui na Taverna.

Gael de Tigre e o grupo Furunfunfum

Combinamos de nos encontrar, novamente no Parque do Ibirapuera. Domingo, um dia lindo de sol (e olha que sol neste mês de janeiro aqui em São Paulo está difícil). O parque estava lotado. A Paula entrou pelo portão 7 e eu pelo 10, do outro lado do parque. Mas, encontrá-la foi muito tranquilo. Foi legal vê-la no seu papel de mãe, com binóculos no pescoço, aviãozinho de isopor, máquina fotográfica e o seu maior tesouro, o Gael, lindo com o rosto pintado de Tigre.

Começamos a passear e conversar entre as crianças e os brinquedos do parquinho. O Gael estava radiante. Entre nossas conversas, falamos sobre a vida, a agressividade do ser humano, isso veio à tona depois de uma atitude um tanto quanto exagerada de uma mãe que estava próxima à nós duas. Falamos dos nossos desejos e emoções e do respeito pelo tempo e vontade do outro. Falamos de Deus, Jung, Osho, Freud, Nietzsche, vida, medo, coragem, sonho, visões, meditação, coragem, intuição.

Depois sentamos na beira do lago e ficamos olhando os patos e brincando com Gael, que já estava ficando cansado e com fome. Daí decidimos ir ao SESC Vila Mariana, almoçar e depois assistir a uma peça infantil, uma nova versão de “Os três porquinhos”, uma releitura (mais divertida do que esperávamos) realizada pelo grupo Furunfunfum que comemoravam os seus 20 aninhos de existência justamente naquela data! Coincidência? E lá fomos nós…

Não, não é por acaso que viemos parar aqui, taverneiros. A amizade entre Carla e eu se estabeleceu e alcançou profundidade a partir de interesses comuns como arte, cultura e o universo do diálogo encontrável nos blogs. O amor e a sintonia emergiu precisamente com a inesquecível exposição “O Pequeno Príncipe”, que rolou na Oca em Outubro de 2009 – no mesmo Ibirapuera em que nos encontramos nesse domingo. “Só se pode ver com o coração. O essencial é invisível aos olhos” – revelou seu segredo a raposa ao seu recém conquistado melhor amigo, o princepezinho, ambos personagens do livro homônimo, clássico do aviador francês Saint Antoine de Exupéry.

“O Pulso da Vontade” foi a segunda exposição que eu e Carla frequentamos juntas. E ela têm por referência principal justamente quais de nossos órgãos vitais, caros taverneiros? Advinhem? É isso mesmo: o coração. Que curioso encontro de acasos, não? Havia mais para ser falado sobre este tão essencial músculo de nosso corpo do que supúnhamos quando experimentamos esteticamente o ponto de vista da exposição de 2009. É verdade que já intuíamos a aventura que estava por vir, pois afinal reconhecíamos nossa inegável afinidade. Mas não imaginávamos quando e como ela nos tomaria e uniria os caminhos ainda mais concretamente do que naquele imóvel instante de maravilhamento. E a estrada se revelou, caros filósofos e companheiros de taverna: o encanto brotou; deu cria.

O que propõe a exposição “O Pulso da Vontade” são “situações propícias à descoberta dos desejos e intenções que nos mobilizam e nos fazem comprometidos com nossas escolhas”, explica a equipe do Sesc Vila Mariana. A ambientação ali promovida conferiu forma às indagações acima mencionadas por Carla, “desdobrando-se numa configuração espacial e visual que, ao explorar e traduzir traços característicos do coração, sugere ao visitante uma imersão no núcleo propulsor de nossos ímpetos e movimentos”.

Muito complicado? Nem tanto, caros leitores. Tudo isso pretende ser nada mais nada menos que uma metáfora da diligente atividade orgânica que nos mantém a todos vivos. Resumindo, consiste em tentar responder à seguinte pergunta que se faz: “O que é vital para você?”. Chega de objetivismo, generalização e lugar-comum, pois, no fritar dos ovos, a nossa subjetividade determina bem mais do que supõe a nem tão superada assim (mas antiga!) razão cartesiana. E é isso que exploraremos também nos textos vindouros que irão compor essa série escrita em parceria de coração, olhos e alma; sentidos para além da razão.

Painel da ambientação "O Pulso da Vontade", no Sesc Vila Mariana

Pois bem, meus queridos,  o que me dizem sobre isso? O que é vital para vocês? Para nós, é isso: a amizade, a afinidade, o amor, a simplicidade do olhar infantil que transcende a razão e se ancora na sabedoria do coração. Pra nós, mais importante do que se estar certo é ter um amigo com quem compartilhar sonhos e visões. Mais do que a concordância com o outro, buscamos e elogiamos nossas diferenças, pois são elas que enriquecem o diálogo entre nós. É através delas que podemos ter a sorte de aprender uma com a outra. A gente põe fé no valor do RESPEITO à DIVERSIDADE humana. E vocês, no que põem fé?

No próximo post, trataremos específicamente de um tema que faz com que perdamos o controle sobre nós mesmos e que nos acomete a todos, tirando-nos, eventualmente, o chão dos pés. Vocês hão de concordar comigo – nem que seja apenas no silencioso interior do pulsar de suas veias – que o IMPUSLO é algo que traz consequências que revelam-se nem sempre agradáveis e, contraditoriamente, podem se mostrar bastante essenciais para o nosso crescimento integral. 

Apresento-lhes as cenas do próximo capítulo: “o que é impulso afinal?” e “para onde os seus impulsos lhe conduzem?”. Isso é uma palinha do que trataremos em nosso próximo bate-papo aqui nesta taverna. Eu, Carlinha e toda a galera esperamos por vocês para que dividam seus pontos de vistas sobre o tema conosco e nos ajudem a solucionar os enigmas relacionados ao primeiro mote proposto pela equipe de “O Pulso da Vontade”, o impulso. Até lá!

Carla e Paula

Carla Oliveira e Paula Figueiredo


‘Hair’ traz a era de Aquário para São Paulo

Cena do Musical "Hair"

A era de Aquário começa na sexta-feira 13 no Teatro Frei Caneca – é neste dia que um bando de cabeludos bem-intencionados vai tomar o palco e marcar o início da temporada paulistana do musical Hair, depois de sucesso no Rio. “Esperamos durante seis meses até estrear aqui o que, se não foi favorável para a produção, ao menos serviu para que o elenco voltasse vitalizado”, acredita Charles Möeller, responsável pela direção e produção geral, ao lado de Claudio Botelho. “Percebemos que agora há uma força renovada tanto no vocal como na dança.”

Que em 2012, a era de aquário cause um fim não no mundo, mas nos velhos preconceitos, na intolerância, na falta de respeito, na falta de educação, um fim na ambição sem medida. Que a humanidade se torne mais evoluída espiritualmente . “Viver e deixar viver. Que duas palavras nos guie, PAZ e AMOR”!

Para maiores detalhes clique aqui e acesse o site do Estadão para ler a matéria completa.