Arquivo do mês: fevereiro 2012

Geeks e as tarefas repetitivas

Geeks vs não-geeks nas tarefas repetitivas

Olá Taverneiros, estava navegando pelo Google+ quando de repente vi o gráfico acima. Achei demais e resolvi disponibilizá-lo aqui na Taverna, pois faz muito tempo que não publico nada dessa categoria aqui. Ultimamente estou mais na veia filosófica com os posts da série o ‘O Pulso da Vontade’. Mas, um pouco de humor nerd-geek não faz mal a ninguém, eu já estava com saudade.

Fonte: Google+ clique aqui para acessar  o link.


Ritmo

RITMO. [DO GR. RHYTMÓS. PELO LAT. RHYTMU] S.M. 1. MOVIMENTO OU RUIDO QUE SE REPETE, NO TEMPO, A INTERVALOS REGURALARES, COM ACENTOS FORTES E FRACOS. 2. NO CURSO DE QUALQUER PROCESSO VARIAÇÕES QUE OCORRE PERIODICAMENTE DE FORMA REGULAR. 3. SUCESSÃO DE MOVIMENTOS E SITUAÇÕES QUE EMBORA NÃO SE PROCESSEM COM REGULARIDADE ABSOLUTA, CONSTITUEM UM CONJUNTO FLUENTE E HOMOGÊNEO NO TEMPO.

Segue a definição de ritmo da exposição: “Nossas ações e movimentos variam de acordo com os diferentes ritmos que a eles imprimimos. Estas diferenças, no entanto, não se dão apenas a partir da nossa predisposição física e mental, mas também em virtude da natureza das situações com as quais nos deparamos e lidamos. Tais situações exigem de nós a busca por um compasso equilibrado”.

Caros leitores, demos uma pausa para acomodar e conciliar as nossas várias atividades do dia a dia, mas agora que as prioridades e atividades foram concluídas estamos de volta aqui na Taverna para mais uma troca de opinião e experiências. O tema é dessa vez é ritmo. Excelente tema para os nossos dias tão acelerados. Ritmo é o compasso que controla nosso movimento na vida e na interação com os outros. O movimento promove o equilíbrio do mundo, pois impulsiona à evolução que dá asas a imaginação para mover o pensamento e concretizar ações. Às vezes é preciso acelerar e às vezes é preciso pausar. Saber a hora exata de acelerar e pausar é uma excelente prática que nos permite uma vida mais tranquila e saudável.

O ritmo é dado de acordo com o pulsar das nossas emoções e desejos, no entanto é preciso levar em conta que não vivemos isolados no mundo, pelo contrário nossa existência faz parte de uma grande orquestra, onde cada movimento deve ser sincronizado com o meio, pois quando esta sincronia não existe o sofrimento e a angustia imperam. A vida não é uma estrada isolada onde acontece um punhado de acontecimentos desconexos. Tudo acontece harmonicamente por uma pura razão de ser. A vida é uma onda que nos arrasta, querendo ou não. Ir contra seu curso, seu ritmo natural é sofrer. Se deixar levar por ela é viver plenamente aceitando o que nos é oferecido.

Olá, gente! Aqui estamos nós e falando justamente, no que? Ritmo! Oh, há quem traduza ritmo como tempo, ou melhor, como NÃO ter tempo. Muita gente que eu conheço por aí tem um ritmo constante de não ter tempo pra nada que importa, pra nada que vale a pena, pra nada que motive e verdadeiramente nos faça feliz.

O meu ritmo é o meu ritmo. Tem hora que é acelerado, tem hora que é dez por hora. Mas não me cutuque, por favor, não me apresse. Não suporto ser pressionada. Faço tudo quanto faço respeitando um ritmo que vem de mim para mim. Conflito? Sim; pois a pergunta que não quer calar é: “O que você aprende ao conviver com o ritmo do outro?”.

Eu aprendo a fazer malabarismos de tempo. Isto sim. Aprendo a ter paciência, aprendo a ceder. Aprendo a parar de ficar assim tão dentro da minha mente. Aprendo a agir com desapego. Aprendo a beleza do bom humor. Aprendo a deixar tudo ser o que é, despreocupando conscientemente. Aprendo a amar. Ritmo é tudo quanto precisamos aprender a coordenar na relação com os demais.

Sou adepta da máxima Time is Art e basicamente o que mais me tortura nesse mundo é a lógica do Time is Money. Mas, cá entre nós caro sistema capitalista, apesar de você amanhã há de ser outro dia. Pois tem gente suficiente trocando de tempo, saindo dessa engrenagem louca de correria e investindo no SEU próprio tempo. Há gentes suficientes que perceberam que você furou. E só você mesmo não viu. Pois o ritmo de vida que você nos impõe é morte. E não vem que não tem.

E você amado leitor? Qual é o seu ritmo? Conte-nos aqui, estamos DOIDAS pra saber tu-di-nho! Filosofemos – há de se ter tempo para se ser o que se é, né?! =))

Carla Oliveira e Paula Figueiredo


Pulso-irrigação

Olá taverneiros, vamos que vamos com a nossa série “O pulso da vontade”.  O tema desta rodada de debates, questionamentos e bate-papo é Pulso-Irrigação, que está intimamente ligado a Impulso. Apresento o conceito de pulso-irrigação sugerido pela exposição do Sesc Vila Mariana (acima, na imagem), e cito uma parte do comentário da nossa amiga Fernanda Gerber. Este trecho ilustra muito bem a proposta do nosso trabalho aqui na Taverna: “Adorei esse boteco, próxima vez que sentar pra ler isso vou trazer meu copo de vinho. Oh mulherada cheia de vida, inquietações, e voz! Coisa linda esse bate-papo! Adorei o post principalmente por que tem um pedacinho de todas nós nele. Digamos que ele foi socialmente construído”.

Fernanda, eu também estou amando tudo isso. Adorei quando você disse que esse post foi “socialmente construído”. A opinião contida nos comentários nos serviu de embasamento para criar e moldar esse trabalho colaborativo. O conceito de colaboração online é justamente várias pessoas colaborando com o fim de gerar conhecimento e novas experiências. Sinta-se a vontade para trazer seu copo de vinho nas próximas leituras, inclusive costumamos fazer alguns brindes em datas importantes aqui na Taverna. A questão do impulso é muito complexa e por isso mesmo é tão importante que ela seja democrática.  Segue as várias faces de Impulso segundo os nossos leitores:

Renata Rezende relaciona impulso a ansiedade: geralmente meu impulso é comandado pela minha ansiedade. Nem sempre o destino é positivo, mas ele me leva a momentos de saciedade, de prazer, de produtividade e também de mediocridade”.

Laura Torres, por sua vez, escreveu algo poético e profundo: “O que me move? Paixão, Inquietação, perda, iniquidade, saudade, sonho e ilusão. Tudo que parece perfeito não foi feito do fácil. Ninguém ensina o caminho. É preciso amar o irreversível.”

Nina Pontello fala de si mesma como sendo de sangue quente, de família italiana, acredita que o impulso é a forma mais profunda da nossa energia: “Eu vivo de impulsos, sou mulher, tenho energia, “sangue quente” de família italiana. Não seria nada sem meus impulsos. Acredito que o impulso é a forma mais profunda da nossa energia, nossa personalidade se mostrar e nos mostrar. O impulso vem da vida que pulsa internamente, brota do coração. E há um conflito enorme entre razão e coração quando agimos por impulso. Nós agimos, acertamos/erramos e o melhor, é quando conseguimos crescer e amadurecer com o resultado deste impulso. Fico pensando quando li este post, sobre o quanto é difícil e algumas vezes até pensamos em ser impossível segurar um impulso… Isso significa vida, significa que estamos nos movendo e não estamos presos a estagnação. Viva!”. Sim, meninas impulso é ansiedade, paixão, inquietação, saudade, sonho, energia, desejos…

A pulsão vital foi muito bem abordada por Cris Araújo: “Hoje busco uma pulsão vital… não impulsos… esses no momento precisam ficar trancafiados… para que eu não perca algo mais que minha alma…”. Assim como as vantagens e desvantagens do impulso: “Ser impulsivo tem vantagens e desvantagens… podem se machucar mais, todavia… vivem plenamente o que desejam… perdem o medo do depois…”.

A culpa e o medo, a racionalidade, a sensação de estar vivo e se entregar ao impulso e principalmente seguir a intuição foram pontos levantados por Nayana Lenzy: “me veio um filme na cabeça, me fez analisar a minha dificuldade em lidar com ele, a culpa e o medo que ainda são presentes, sou uma pessoa extremamente racional e confesso que não são muitos os momentos em que me sinto entregue ao impulso. Também me veio em mente também todos os momentos em que me senti viva, impulsionada a errar e acertar, a dar a cara a tapa, que delícia é quando sigo minha intuição, meu coração, quando acredito nos meus potenciais, no outro, no amor, na amizade, e até mesmo na dor, acreditando no meu amadurecimento e crescimento. O impulso é um desafio em nossas vidas, nos faz conhecer o nosso melhor, mas também nos faz deparar com o nosso pior… e como é bom isso!!”.

Os nossos impulsos vem do coração, disse Tamara Praxedes. “Nos fazem agir sem pensar , por isso eu acho que nem sempre eles nos levam a fazer as coisas certas , mais tem uma vantagem nisso ; mesmo sendo errado você tenta aprender e tirar coisas positivas .Quando nossos impulsos são perigosos e de certa forma prejudicam nosso meio social e afetivo , devemos saber controlá-los . Mais jamais devemos controlar impulsos que possam nos fazer saber mais e aprender com a experiência deles, seja ela boa ou ruim. Até porque não seriamos nada sem eles !

E quem disse que a Taverna é o clube da Luluzinha? A opinião masculina também é muito bem-vinda aqui. Olhem só o que o Eduardo Miranda pensa sobre impulso: “Nós homens somos menos impulsivos, ou então não pensamos muito se se deve ou não levar a cabo atitudes impulsivas. Tem a ver totalmente com coragem, com necessidades físicas, materiais e afetivas, então no meu caso o que faço é tentar mapear os prós e contras, ser fiel ao que se sabe que vai te deixar feliz. Curiosidade e influência de outras pessoas são sentimentos que nos levam a agir impulsivamente mas são também os sentimentos que mais podem te confundir ou mascarar os caminhos alternativos…”.

Tivemos também a participação de Tato Blassioli, falando sobre a importância do sentir: “Achei lindo tantas pessoas que dão atenção ao que sentem, em um momento tão racional. Continuar sentiindo é a melhor forma para impulsionar o sopro divino que é a vida.” Assim como da Erica Gaião que, a partir do tema ‘impulso’ aborda o conceito de vontade: “Porque a vontade é o elemento essencial da relação que estabelecemos com as coisas e com o universo. A vontade é o que me arremessa, e o que de fato me impulsiona. Talvez seja um querer ser, um querer dizer, um querer fazer parte. Sim, a minha vontade é autônoma.” Ai meu Deus, quanto coisa linda! Agora que já discutimos sobre impulso vamos analisar o conceito de pulso-irrigação; deixo essa para minha amiga Paula.

O que será Pulso-irrigação? (Definição na imagem inicial do post). Penso que seria a capacidade de agir conscientemente com o coração. Mas observem; isto aqui não é o mesmo que impulso, não é uma ação irracional, impensada, de supetão. É um modo deinteragir com o meio empreendendo ações que, além de modificar as dinâmicas dos lugares onde atuamos, nos retroalimentam na medida em que nos estimulam a exercitar nossas capacidades”. É uma  ação certeira, que traz bons resultados e nos impulsiona pra além, para frente, para fora, trazendo contentamento.

Agir, não reagir. Sentem a diferença? O pulso-irrigação é o meio-termo entre agir com a razão – friamente, sem considerar o sentimento, usando basicamente a lógica – e agir com impulsividade. Ação consciente, refletida, pulso-irrigada, sentida, vivida, de coração. Caros leitores, quem de vocês age e consegue não reagir? Quem aqui consegue refrear os seus impulsos e se observar em fúria para, depois, relaxado e tranquilo agir de forma a trazer a tona o melhor de uma situação? Reagir fere, agir constrói. =)

Fecho agora com uma reflexão interessante, o vídeo abaixo apresenta uma leitura de Fernando Pessoa feita por  José Miguel Wisnick, em uma conversa sobre a razão e emoção. Nós ainda entraremos na discussão sobre emoção aqui, contudo não exatamente agora. Estivemos discutindo a razão em oposição a impulso e não a emoção; mas sabemos ser o impulso uma ação cheia de emoção, geralmente desprovida de razão. Será que chegaremos talvez a concordar com Pascal, o filósofo que entoou a famosa frase: “o coração tem razões que a própria razão desconhece”? Deixem seus comentários e vamos levar esta linda conversa adiante! Eu e Carla agradecemos, de coração, a participação de todos. Namastê!

(É vital não nos esquecermos de que somos infinitamente amados pelo universo, só por existir. Assim o contentamente nunca nos deixa!)

Carla Oliveira e Paula Figueiredo