Cinema 2012 – estreias de janeiro

06 de janeiro – Driver

Ryan Gosling é o protagonista sem nome e quase sem falas, um caubói solitário cuja profissão é dirigir carros em produções hollywoodianas durante o dia – e, nas horas livres, servir de motorista de fuga para criminosos. Seu parceiro é Shannon (Bryan Cranston, da série “Breaking Bad”), que arruma trabalhos nos filmes e nos crimes, enquanto tenta construir um stock car para o amigo dirigir, com o dinheiro de Bernie Rose (Albert Brooks) e Nino (Ron Perlman).

A vida solitária do motorista muda quando ele conhece a vizinha, Irene (Carey Mulligan), e seu filho Benicio (Kaden Leos). Mas o marido dela sai da cadeia por bom comportamento, e o personagem precisa dar espaço ao casal, pelo menos até o sujeito se meter em problemas de novo.
O dinamarquês Nicolas Winding Refn tem muito estilo. “Drive” lembra um pouco certos filmes dos anos 1970 e 1980, mas sem dúvida espanou qualquer traço de poeira do tempo. É altamente contemporâneo, pop e muito violento – tanto que choca, coisa difícil hoje em dia. Gosling convence com expressões mínimas, e Mulligan sempre é uma presença graciosa. É o tipo de produção de certo apelo com o público, mas bem mais esperta do que a maioria.

20 de janeiro – As Aventuras de Tintim: O Segredo de Licorne

“As Aventuras de Tintim” é uma produção que, segundo afirmou Steven Spielberg à agência Efe, oferece o melhor uso do 3D e de “performance capture” feita até o momento. Se o “E.T.” do “rei Midas” de Hollywood arrecadou mais de US$ 220 milhões, agora “As aventuras de Tintim” tenta conquistar todos os públicos pela digitalização de interpretações de atores reais – mesmo sistema usado em “Avatar”.

Tudo começou com “Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida”, o primeiro filme da saga de Indiana Jones. Após a estreia na França, Spielberg leu uma crítica na qual se surpreendeu pelas comparações de sua obra com as aventuras de “Tintim”, um personagem do qual nunca tinha ouvido falar.
“Eu o descobri e ele me conquistou. Consegui falar com Hergé em 1983, poucas semanas antes de sua morte, sobre a possibilidade de fazer o filme. Depois, sua viúva me convidou para ir a seu estúdio para avaliar o projeto. Tudo aquilo foi maravilhoso”, lembrou.

Anos depois, chega o resultado da conversa com Hergé na forma de um filme produzido pelo neozelandês Peter Jackson (“O Senhor dos Anéis”). Spielberg afirmou que uma pressão recai sobre ele, algo que confessou não conseguir evitar independentemente do filme produzido.

27 de janeiro – Os descendentes

Clooney protagoniza “The Descendants”, novo longa de Alexander Payne, que leva para o cenário do Havaí a mistura de humor e drama que havia caracterizado o seu premiado “Sideways – Entre Umas e Outras”. “The Descendants” é uma das grandes atrações do Festival Internacional de Cinema de Toronto.

Em “The Descendants” Clooney é um bem-sucedido advogado do setor imobiliário que enfrenta uma tragédia e redescobre o afeto das duas filhas ao encarar seu passado, suas deficiências como pai e um futuro diferente. Trata-se de uma adaptação do romance homônimo de Kaui Hart Hemmings, lançado em 2007.

27 de janeiro – J. Edgar

O filme explora a vida pública e privada do controverso J. Edgar Hoover, fundador do FBI na década de 1930. Leonardo DiCaprio interpreta o personagem principal em suas diversas fases, inclusive na velhice, auxiliado por uma maquiagem poderosa.

Hoover foi o responsável por modernizar a agência da polícia federal norte-americana e transformá-la numa potência. Ao longo da vida, criou polêmica, além de incentivar métodos de investigação pouco louváveis, por desenvolver uma relação ambígua com seu braço-direito, Clyde Tolson (Armie Hammer, de “A Rede Social”), alimentando boatos de uma suposta homossexualidade. Por conta disso, chama a atenção o fato do roteiro ter sido escrito por Dustin Lance Black, ganhador do Oscar por “Milk – A Voz da Igualdade”.
Além e Hammer e DiCaprio no papel-título, Eastwood escalou no elenco Naomi Watts, como a secretária de Hoover, e Judi Dench, a mãe do policial.

27 de janeiro – Os homens que não amavam mulheres

“Os Homens que Não Amavam as Mulheres”, adaptação para o inglês do primeiro livro, do autor sueco Steig Larsson. A série de suspense trata de histórias de vingança de violência sexual contra mulheres.
A versão de Fincher traz Rooney Mara como a jovem hacker que ajuda um jornalista (Daniel Craig) em um caso de uma mulher desaparecida. O filme estreia nos Estados Unidos em 21 de dezembro, mas já atrai grande interesse dos fãs.
O cineasta conversou com a Reuters sobre seu filme e a versão sueca original, afirmando respeitar o longa-metragem do diretor Niels Arden Oplev. “Eu respeito totalmente o que foi feito antes do nosso começo. Mas eu também acho que trouxemos uma sensibilidade diferente, uma forma de contar diferente. Estamos contando partes da história que foram cortadas por questão de duração ou orçamento no passado. Há muita história por trás e boa parte disso está canalizada em outros lugares na versão sueca.”
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Sobre Carla Oliveira

Uma parte de mim pesa, pondera: outra parte delira. Uma parte de mim é só vertigem:outra parte, linguagem. Traduzir-se uma parte na outra parte - que é uma questão de vida ou morte - será arte? Ver todos os artigos de Carla Oliveira

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