Stalker: um tema mamilístico

Os termos #stalker e #mamilos são decorrentes de uma #vidaweb2.0 que #todosvive, #curtindo a vida alheia, separando os amigos em #listas de prioridades e privacidades, convidando para #eventos que nunca existirão ou até dando #unfollows nos que #floodam sua #timeline com textos #kibados da internet ou com #tweets ou posts recheados de hashtags (#), como esse.

Essa vida de redes sociais que mistura atualizações de Twitter, Facebook, Orkut, Foursquare é movimentada por assuntos polêmicos que aterrorizam uns e divertem outros, um desses assuntos é a “nova profissão” internética: os stalkers.

Os stalkers são os “profissionais”, na grande maioria não remunerados, que vivem a vida de @alguém, farejam e perseguem cada passo virtual, às vezes real, da(s) pessoa (s) alvo (s) que já fez parte do seu mundo, ou que farão ou que jamais estarão por perto, porque na realidade se odeiam (!).

Confuso? Não. Muito mais simples do que se imagina. Stalker pode ser definido como a @tiafofoqueira do primeiro andar que vive de olho em quem entra e sai do prédio e, quando está afim de novidades quentes, vai até o @porteiro no final da tarde colocar as atualizações em dia; não necessariamente para espalhar, mas sim observar, acompanhar ou farejar @alguém.

Eu nunca me importei com tais farejadores, nem com a @tiafofoqueira, nem com os antenados no meu feed de notícias. Deixo as atualizações públicas, sem cadeadinho, sem separação de amigos, amigos de amigos ou blocks, para ser sincera até facilito a vida stalkeana, por dois motivos:

1)      Cadeado em rede social é igual cadeado robusto na porta de casa, a vontade de assaltar sempre é maior.

2)      Descobrir que sua vida é importante e suas atualizações distraem @alguém é uma atitude de amor ao próximo, porque a vida dessa pessoa deve ser extremamente infeliz. #fato

Eu me lembrei desse assunto depois de assistir o episódio 6 da sétima temporada “Mystery vs. History” de How I Met Your Mother, quando eles discutem sobre a curiosidade e as prévias descobertas da vida dos pretendentes, proporcionadas pela rede social antes de conhece-los aos poucos, como ocorria antes dos murais e timelines da vida conectada.

Não acho que a postura de privar as atualizações das redes sociais é ruim, nem acho que deixa-las públicas é uma atitude inteligente, pois acidentes acontecem e loucos estão espalhados pelo mundo a fora, mas grande porcentagem desses “profissionais” são pessoas que estão mais perto do que se imagina, geralmente são os que dizem não acompanhar a vida internética, muitas vezes localizados entre a linha tênue que divide os amigos dos inimigos da sua timeline, pouquíssimos fazem parte da porcentagem de desconhecidos/loucos interessados na sua personalidade.

Agora, quero saber dos bêbados filósofos: a sua vida internética é pública ou faz parte dos aterrorizados por stalkers? #mamilizem o #fato.

Texto com base em:

Tecmundo – O que são stalkers e por que são tão perigosos

Folha Teen – Stalkers são especialistas em fuçar a vida alheia na web

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Sobre tatitalima

Tatita Lima contribuiu com álcool e filosofia para esta Taverna no período de 06/04/2011 à 20/01/2012, mas nunca deixará a essência de taverneira porque toda a sua filosofia de bêbada continuará registrada em seus textos. A Tatita Lima continua na rede: twitter: @tatitalima facebook: facebook.com/tatitalima Ver todos os artigos de tatitalima

9 respostas para “Stalker: um tema mamilístico

  • alvarofaria

    Só não entendi onde os mamilos se encaixam na história…
    Serei eu um nerd desatualizado???

  • alvarofaria

    O ministério da Saúde adverte: Use sempre CAMISA durante as suas relações virtuais!

  • Joao Avelino

    Po.. mas não é nenhuma novidade o que acontece na internet. Sempre houveram os bisbilhoteiros, fofoqueiros e os stalkers na vida real… como você mesmo disse, Tati, os cadeados da internet são iguais os da vida real… E os da vida real são muitas vezes abertos por pessoas a quem nao damos o direito.

    O que muda na internet é o anonimato. Quando um “moleque”, como já definiu o Cap. Nascimento, entra na sua casa pra roubar alguma coisa e você o pega na boca da butija, é ele próprio quem está lá, com o próprio corpo e a própria cara. (Claro que ele pode ter sido contratado por alguém para tal, mas isso é um nível de organização criminosa mais elaborado… #maniadeperseguiçãofeelings).

    Na internet, o anonimato permite que a pessoa consiga entrar na sua “casa on-line” e pescar de lá o que ele quiser, não importa se você permitiu ou não. Antes no orkut tinha aquela parada de você ver quem entrou na sua Home… e o que prova que aquela pessoa da foto é ela mesma?

    Sobre isso tem um filme bem legal chamado Catfish, indicado no excelent Cast do Cinema com Rapadura: http://www.cinemacomrapadura.com.br/rapaduracast/?p=7203

    Abraços!!

    • tatitalima

      Exatamente! A @tiafofoqueira sempre existiu! essa ” nova profissao” apenas acompanhou a velocidade da internet…farejar a vida digital alheia ficou mto mais facil/rapido depois que internet discada se tornou um passado remoto.

      Nao coloco cadeadinho na minha “casa on-line” pq simplesmente o que ta ali nao me incomoda que seja visto, nem fico na pira pra saber quem visualiza ou faz pouco caso para as atualizacoes, ve quem quer, qdo quer… stalker sempre sera stalker! pesquisando online, perguntando para conhecidos de amigos, principalmente se ele fareja a vida alheia de quem odeia, a propria vida deve ser mto chata, nada divertida! hahaha

      Nunca assisti esse filme e nao ouvi esse cast..
      Muito bom seu comentario Joao, #fikadika para @ostaverneiros! ;D

  • Joao Avelino

    Agora só mais um detalhe… Que diabos passa pela cabeça de um fedelho para colocar um video falando ‘mamilos’…. ahh é pra ficar P@#$ da vida mesmo ¬¬

  • Lessandro

    Assisti faz pouco tempo esse episódio de HIMYM hehe Muito bom aquela edição das pessoas andando e a página em volta delas.
    COncordo plenamente com o Joao Avelino, as tias fofoqueiras existem desde de tempos antigos e não são só tias, tem pra todas as idades, isso me lembra os noveleiros, a vida deles é um saco, então assistem novela/qualquer outra coisa neste estilo para sair da vidinha sacal de seu dia-a-dia e adoram aqueles programas estilo TV fama e etc (não assisto mais TV aberta faz muito tempo … e nem a fechada haha) além de claro o famigerado BBB. A tecnologia só permitiu a essas pessoas terem mais uma ferramenta de “bisbilhotagem” para suprir aquele vazio da chatice dentro delas.
    #mamilos?

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