Alma digital, isso existe?

Recentemente li um texto que trata sobre o assunto e juro que até então não tinha parado para pensar sobre o tema.

A Matrix do filme de ficção científica não é algo tão inconcebível assim, atualmente vivemos no mundo físico e no mundo virtual. O mundo físico é a nossa “realidade normal” (família, amigos, casa, trabalho, escola, faculdade, pós-graduação, festas, animais de estimação, trânsito, etc). O mundo virtual é a nossa “realidade digital” (Google, Android, iPhone, blogs, Twitter, Facebook, Google Plus, Orkut, Linkedin, G-mail, computação na nuvem, compras coletivas, colaboração online, etc).

O que fazemos no mundo real, nossos objetivos, sonhos, atos, crenças, interesses e a nossa personalidade indica o que somos, ou seja, indica a nossa “essência”, a nossa alma. Da mesma forma no mundo virtual o que expressamos, publicamos, compartilhamos, expressa o que somos e imprime no mundo digital a nossa marca, a nossa “alma digital”.

Hans-Peter Brondmo, chefe de software social e serviços da Nokia, costuma chamar essas informações de “alma digital”. Muita gente ainda não se deu conta, mas somos a primeira geração a criar um vasto legado digital. E nem todo mundo sabe ao certo como lidar com ele.

Tema polêmico meus caros taverneiros. Mas, como o objetivo da nossa taverna é a reflexão eis um excelente ponto que merece ser discutido. E lá vamos nós…

Até o final deste ano, mais de 250 mil usuários do Facebook vão morrer. Graças ao baixo custo de armazenamento, a alma digital dessas pessoas tem o potencial de ser imortal. A pergunta que fica é: queremos mesmo que tudo o que fizemos online – comentários intempestivos, fotos tiradas por celulares ou hábitos de navegação embaraçosos – esteja preservado para a posteridade? A discussão divide opiniões.

Devido à velocidade da disseminação de informações no mundo virtual ser muito mais rápida do que no mundo real e também de não existir a opção “Ctrlz + z” no mundo das redes sociais, devemos tomar muito cuidado com o que divulgamos no mundo virtual? A minha resposta é SIM, pois uma vez publicado é difícil voltar. Publicou algo que não era para ser divulgado, já era. Todo e qualquer tipo de discriminação é motivo de revolta. Lembram-se do caso da advogada que insultou os nordestinos pelo Twitter? O comportamento dela no mundo virtual acabou afetando o mundo real. Mas, cada um tem seu livre arbítrio e para aqueles que querem divulgar o que pensam, de acordo com o texto que eu li existe o “direito de ser esquecido”.

Ainda que tenhamos mais controle sobre nossos perfis, será que devemos buscar a qualquer custo essa necessidade de preservar? Nem sempre. “O esquecimento faz parte do cérebro humano”, diz Viktor Mayer-Schönberger, do instituto de internet de Oxford, no Reino Unido. “Desenvolvemos maneiras para preservar somente as nossas memórias especiais.”

Bom, caros taverneiros, neste caso fica a gosto do freguês. Cada um faça aquilo que achar correto. Eu só da opinião que é preciso ter cuidado e não se expor muito, ter respeito pelas opiniões e crenças diferentes das minhas, sem que contar que a privacidade é algo que considero muito importante.

E para aqueles que são extremamente reservados e não querem se expor surgiu uma nova categoria de redes sociais onde os servidores são mantidos pelos próprios usuários. A Diaspora, de São Francisco. Elas que vêm ganhando muitos usuários nos Estados Unidos. A desvantagem é que a pessoa é quem administram o servidor, ou seja ela necessita ter conhecimentos técnicos ou alguém que gerencie isso.

Para concluir fica a seguinte observação: Antigamente a história foi registrada nas paredes das cavernas através dos desenhos e com o passar do tempo a forma de registrar a vida foi se aperfeiçoando até chegar aos dias de hoje nos registros do mundo virtual. O fato é que vamos deixar um vasto legado de informação para as gerações futuras.

 As memórias que estamos deixando para trás – tuítes embriagados, fotos com o cabelo desgrenhado – podem ser tornar um baú de ouro a ser explorado e estudado por historiadores durante muitos anos. A internet de hoje retrata a raça humana como nunca antes na história.

Caros taverneiros para quem quiser conferir a matéria “Qual será o destino da sua alma digital?” clique aqui para acessar o site Info Online.

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Sobre Carla Oliveira

Uma parte de mim pesa, pondera: outra parte delira. Uma parte de mim é só vertigem:outra parte, linguagem. Traduzir-se uma parte na outra parte - que é uma questão de vida ou morte - será arte? Ver todos os artigos de Carla Oliveira

9 respostas para “Alma digital, isso existe?

  • tatitalima

    hahahahah…sempre fiquei matutando em como ficaria meu orkut/facebook/twitter se eu morresse!
    Penso até em deixar um testamento para alguém com a minha senha e um aviso no envelope lacrado: Só abra quando eu morrer. E dentro escrito: postar a seguinte msg nas minhas redes socias “Amigos, eu morri, mas quando tiverem saudades leiam os meus tweets e posts” hahahahahah.
    Minha alma digital perambulará por muitos pixels!

    • Carla Oliveira

      Tati, pois isso nunca me ocorreu. Quando li a matéria foi que a luz para esse questionamento acendeu. É fato que temos uma alma digital, assim como vivemos em dois mundos paralelos ( o real e o virtual). E a recordações movidas pelos nossos tweets e posts no mundo virtual é uma forma de nos mantermos vivos até mesmo depois da morte física.Coisa de louco, esse tema.

  • evento2011

    Pegando carona no comentário da tatitalima: minha mensagem “póstuma” seria…. “Só os amigos e parentes ingratos dirão que morri. Os que me amam de verdade continuarão a considerar-me viva, frenquentando meu perfil, retweetando o que postei e comentando minhas fotos… enfim, cuidando bem de minha alma digital… ad aeternum… hahahahaha”

    • Carla Oliveira

      Nossa pode crer! olha que fascinante isso que vc escreveu: “cuidando bem de minha alma digital… ad aeternum… “.

  • tiagogrunge

    Olhaí vou embarcar com a tatitalima e o evento2011, acho q seria uma boa criar um aplicação web para isso hahaha. Você deixa tudo escrito e se vc morrer alguém dispararia um gatilho para que as mensagens fossem enviadas paras redes sociais hahaha
    Meio morbido mas útil.

    • Victor

      Eu vi uma noticia de um serviço que faz exatamente isso. E até possuí um tipo de serviço de graça! Pesquisarei o nome!

      • Carla

        olha só esses sites:

        Brevitas: serviço gratuito que prepara você para o inesperado, oferecendo a oportunidade de deixar mensagens com suas últimas palavras e de definir o que fazer com seus bens virtuais após a sua morte, com completo sigilo e segurança.
        http://www.brevitas.com.br/

        Eu Morri: Preparando hoje para o amanhã
        http://eumorri.com.br/

        My web will: your online life after death
        https://www.mywebwill.com/

        MEDOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO

        • tatitalima

          hahahaha…tinha que ser é gratuito né? Iriam levar calote quando o cliente morresse!
          Foram felizes no slogan “Preparando hoje para o amanhã”, ainda bem que colocaram esse slogan e não o clichê “Transformando seus sonhos em realidade!” hahaha

          Morri com esse serviço!

  • Carla

    huahuahauhauahuahua

    Tati, também roli de ri quando vi. O tema é cabuloso, mas não deixa de ser cômico. Adorei seu comentário!!

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