Web afeta memória humana, diz estudo

Antes de mais nada quero dedicar este texto ao meu amigo e taverneiro Victor Milani, pois ele é um excelente exemplo para o tema proposto. A memória de curto prazo do Vitão é muito “seletiva” e o que não é interessante ou pode ser “recuperado” de alguma forma é descartado da memória dele. Quem mandou o Victor ser Nerd, Geek e da Geração Y? O fato é que ele não está errado, nossa mente deve ser ocupada com informações processadas e transformadas em conhecimento e não apenas com um monte de dados desconectados que podem muito bem ser armazenados em nossas “memórias estendidas” (Google, Pendriver, celular Android, etc).

Resolvi escrever este texto depois que li duas matérias, uma publicada na Folha Online e a outra no site Info Online e também porque já havia me questionado sobre este tema.

E para iniciar o debate segue uma questão muito interessante publicada na matéria, “Internet vai mudar sua memória?” – Folha Online: Vamos perder a capacidade de memorizar coisas já que tudo é acessível a um toque de botão?

Pois é, eis a questão! Pegando o meu próprio exemplo, confesso que também tenho uma memória “seletiva” e não estou mais “decorando” determinadas informações que consigo resgatá-las através da Internet ou de outra forma de pesquisa. Uma situação corriqueira é a memorização de número de telefone. Isso é algo que atualmente não armazeno mais, pois sempre que preciso busco na agenda do celular e efetuo a ligação. O problema é se perder o celular. Já pensou?! O único número que tenho armazenado na minha memória o telefone da minha mãe.

O Google é minha outra forma “memória estendida”. Sempre que leio algo interessante, salvo no Google Reader. Sempre que tenho dúvida ou curiosidade por algum tema pesquiso no Google. Confesso que quando estou com dúvida na grafia de alguma palavra recorro ao Google. Enfim, eu não vivo sem o Google. Devido a facilidade que tenho em acessá-lo e encontrar o que procuro não tenho necessidade de ficar decorando mais nada. Adquiro, processo e retenho apenas as informações que considero importantes para minha a vida.

Com certeza a Web está alterando a forma como armazenamos as coisas. Segue abaixo trechos das matérias que mencionei reforçando este conceito.

“Segundo os pesquisadores, a partir dos experimentos com universitários, tende-se mais a lembrar onde está arquivada a informação. Se precisar usá-la, basta acessar o celular mais próximo. É jeito de lidar com o excesso de informação”.

“As pessoas costumavam se voltar a seus amigos- alguém que conhece tudo sobre baseball, ou tempo, ou presidentes, ou filmes… Sabia-se a quem perguntar. O que Sparrow descobriu, em uma série de experimentos, foi que, agora, as pessoas estão mais propensas a saber onde buscar a informação na Internet”.

Outra questão muito intrigante é em relação ao aprendizado através do decoreba.

“A pesquisa provocou entre educadores americanos a seguinte questão: é inútil pedir aos estudantes que tentem memorizar fatos? Isso, claro, desmonta boa parte do ensino baseado na memória, ou seja, na decoreba”.

“A resposta está no meio termo. Há alguns fatos essenciais que deveriam ser memorizados –e aí se abre a discussão sobre quais são esses fatos essenciais. Mas o papel do educador seria fazer com que os estudantes memorizassem conceitos. Por exemplo: em vez de tentar lembrar em que dia, mês e ano o Brasil acabou com a escravidão, os estudantes entenderiam o conceito de escravidão e suas consequências, fazendo relações. Deixe o aluno, na prova, consultar os dados, sem considerar isso cola.
Na minha visão, essa tendência de confiar na máquina para guardar informação, só deixa o aprendizado mais humano”.

“Há textos da Grécia Antiga reclamando que o ensino da escrita entre os jovens iria afetar sua capacidade de memorizar”.

Fonte:

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/gilbertodimenstein/943959-internet-vai-mudar-sua-memoria.shtml

http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/web-mudou-como-nos-lembramos-diz-estudo-15072011-25.shl?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+Plantao-INFO+%28Plant%C3%A3o+INFO%29

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Sobre Carla Oliveira

Uma parte de mim pesa, pondera: outra parte delira. Uma parte de mim é só vertigem:outra parte, linguagem. Traduzir-se uma parte na outra parte - que é uma questão de vida ou morte - será arte? Ver todos os artigos de Carla Oliveira

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