Arquivo do mês: junho 2011

A cada semana uma surpresa, um Levante!

Num primeiro momento, foi discutida nessa Taverna a relação da música curitibana com o espaço artístico na cidade, com o post “A música independente que causa dependência”. Num segundo momento, o desenvolvimento de um espaço artístico como resposta à cidade, com o post “Levante-se, não fique fora da Casinha!. Agora trago os resultados parciais mostrando que a arte se espalha exponencialmente, a cada clique.

O esforço gerou resultados, resultados que reforçam a qualidade desse processo criativo embalado por um movimento. Compareci e vi de perto essa produção organizada e surpreendente, mostrando pinceladas de arte para um público misto: crianças, adolescentes e adultos, vindos de todos os cantos, tanto de ônibus, de carro, quanto de bicicleta.

Foto: Daniela Carvalho

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God Bless George Carlin …

Bom dia, boa tarde e boa noite taverneiros de plantão! Taverna também é comédia, após vários posts sérios (e ótimos!) de meus caros colegas cachaceiros (sic!), resolvi trazer um pouco de comédia para vocês, o vídeo abaixo é do comediante americano George Carlin (1937-2008), que com seu humor fanfarrão em alguns momentos e ácido e crítico em outros, traz à tona temas hilários e com uma veia crítica que nos faz pensar sobre questões de nosso cotidiano.

            Muitas vezes esse comediante nos abre os olhos para situações outrora absurdas, mas que nos mostra detalhes de nossa sociedade que nos acostumamos de tal forma que não mais os questionamos.

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Algum demônio, algum anjo

Mergulhamos em história no nosso último papo. Relembramos a maneira como vivemos e como a história da arte nos conduziu e contribuiu para representar nossos pensamentos.

Ver “Senta que lá vem história”

Desta vez, trago reflexões sobre a história e a arte de quem somos: a arte de ser anjo e demônio. Mas, refletir sobre esse tema vai além da história da humanidade e exige buscar a verdade, a busca e não necessariamente o encontro.

A Batalha do Apocalipse de Eduardo Spohr

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Senta que lá vem história

No meu último post, audaciosamente pedi aos frequentadores dessa Taverna para se levantarem. Levantar e construir algo novo, mas com os velhos ideais dentro do mundo da arte, principalmente aplaudindo os acontecimentos inovadores da música na Casinha.

(Ver o post “Levante-se, não fique fora da Casinha”, em:

https://tavernafilosofica.wordpress.com/2011/06/09/levante-se-nao-fique-fora-da-casinha/ )

Agora, peço gentilmente aos frequentadores que se sentem, pois contarei uma história que já foi construída com novos ideais (agora velhos) dentro do mundo da arte, mais precisamente sobre a história de como vivemos, dentro de uma casinha.

Mesmo pendendo para a “arte” do Urbanismo, sempre tive fascínio pela História da Arte e da Arquitetura, mas agia com certo preconceito sobre a História do Mobiliário. Com o tempo, fui convencida que todas essas “artes” estão totalmente interligadas e contam, de maneira sutil, como pensamos e vivemos.

Os móveis são mais que simples objetos integrados à decoração, eles refletem preferências e estilos, servindo como narrativas de períodos, movimentos e sociedades e pode nos contar histórias, como a hierarquia social. Embora o mobiliário não seja necessário para a existência humana em algumas culturas (especialmente as nômades), são elementos fundamentais para a compreensão da história da humanidade.

Para sintetizar essa narrativa, trago uma linha do tempo que conta, através de modelos de móveis de assento, os estilos que compõem a história do mobiliário.

Fonte: elaborado pela autora


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Internautas criam site para pesquisa de discos de vinil no país

Para os amantes e colecionadores de vinil segue a dica:

Três internautas brasileiros criaram um site de pesquisa de discos de vinil, cujo objetivo é aproximar os compradores dos canais de venda no país.

A Loja de Discos permite buscas pelo nome do disco, do artista ou até de uma música. O cadastro no site é grátis. Para acessá-lo segue o link: http://www.lojadediscos.com.br/

Após encontrar um álbum, o cliente pode entrar em contato com o vendedor por telefone ou e-mail para acertar a compra, combinar o pagamento e a entrega do disco. O site afirma não realizar nenhuma interferência nesse processo.

O site também usa o sistema de mapas do Google, a fim de dar a localização de todos os pontos de venda de São Paulo. O objetivo é fazer com que o comprador conheça as lojas físicas e retome o hábito de visitá-las. Os donos do site esperam a expansão desse sistema a outras cidades brasileiras.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/tec/902178-internautas-criam-site-para-pesquisa-de-discos-de-vinil-no-pais.shtml


Levante-se, não fique fora da Casinha!

Em menos de um mês que choramos as pitangas pelo cenário da música curitibana, ouvindo as canções que causam dependência, viciamos os  frequentadores dessa Taverna. Bêbados pelas doses dos acordes, fomentamos a discussão: “[…] A indagação sobre o potencial artístico das cidades, como Curitiba e outras, no cenário musical não se propagar está restrito à produção local ou o problema está em pequenas portas enferrujadas que não se abrem para esses artistas, nem mesmo dentro da própria cidade? […]”.

(Ver o post  A música independente que causa dependência).

Neste momento, trago uma resposta. Não uma mera resposta, não um simples manifesto, mas um Levante. Uma ordem imposta pelos que se preocupam em propagar a música curitibana começando pela porta da frente.

As portas da casa se abrem mostrando um cenário que poucos conhecem. Mesmo sabendo do desmerecimento da arte local por parte das autoridades (que não produzem espaços culturais dignos para os artistas locais), pessoas que não esperam acontecer arregaçam as mangas, fortalecem a base estrutural e constroem uma casa que não apenas produz música, mas planta e colhe os frutos culturais no seu jardim, um público hipnotizado pela qualidade musical de Curitiba.

Isso não é uma metáfora. Essa casa, que ainda é uma casinha, foi projetada por uma parcela dos viciados em arte. A Casinha, um espaço idealizado pela Tertúlia Produções Culturais, é um ponto de encontro cultural situado ao lado do ícone da cultura curitibana, o Museu Oscar Niemeyer, e reúne sob tetos e ares um público que acompanha a produção dos artistas locais que expõem sua criatividade em cores, notas ou acordes – num ar contaminado pela arte.

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Despir, sair da carapaça

Depois de um longo tempo escondida em minha carapaça saio para respirar novos ares. Nunca fui mística ao ponto de acompanhar horóscopo, muito menos de confiar nas descrições dos signos do zodíaco – seria impossível catalogar o mundo em doze tipologias, mas a probabilidade de acertar é altíssima! A probabilidade de acertar não é visível apenas pela matemática, é também visível pela empatia, pois uma pessoa é formada por todos os signos, uma mistura de simbologias.

Embora seja impossível acreditar que existam doze tipos de pessoas no mundo, admito me fascinar com a representatividade dos signos. Ser representado por um animal, por exemplo, é tão instigante quanto descobrir qual é a sua caricatura para alguém. Minha caricatura é um caranguejo, aquele que depois de mergulhar num oceano sai cuidadosamente andando de lado e veste-se numa carapaça. Seria injusto afirmar que só os caranguejos se protegem numa casa, numa casca protetora, mas ser representado por um animal tão meticuloso é vestir uma fantasia e interpretar o mundo com outros olhos, os olhos de outro animal.

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