Aumenta o som!

Já brindamos nessa taverna ouvindo música.  Já tocou Raul, Toquinho, Eddie Vedder e Glen Hansard. Sons tão diferentes, velhos, mas não menos expressivos e maravilhosos para compor um grande concerto no banheiro. Isso é um elogio! A boa música é aquela capaz de gerar impacto emocional. No chuveiro, geralmente sozinhos, estamos livres do bloqueio da vergonha. Quando a música reverbera pelos azulejos com mais vigor acreditamos que somos verdadeiros cantores compenetrados pelas canções que realmente nos emocionam. As letras? Ah, isso não faz a mínima diferença quando a melodia é estonteante.

A música pode ser boa ou ruim. Boas as que te conquistam e ruins quando apenas tentam e não conseguem te conquistar. Música é estado de espírito, tem dia que passo quase todas as músicas dos 8GB que possuo no carro, não porque são ruins, pois foram todas bem selecionadas, mas simplesmente naquele momento não estava com os ouvidos abertos para ouvi-las porque estava com as “emoções trancadas”.

A boa música pode te conquistar aos pouquinhos, de leve e lentamente, como pode também te enlouquecer no primeiro momento, até apagar as letras do botão replay. Muito parecido como a diferença do amor e da paixão do post anterior “Amar e estar apaixonado”. Este é um dos argumentos de que a boa música é aquela que te emociona. Às vezes, ao escutar uma música lembro até o que fazia naquele momento mesmo depois de muitos anos, como acontece quando sentimos um perfume na rua e nos lembramos de alguém.

Os ouvidos amadurecem como nós amadurecemos. Mas, o que não muda é a essência, a personalidade.Consigo diferenciar com facilidade as diversas fases da minha vida mais por músicas do que por fotos, elas representam mais meus sentimentos do que as imagens das fotografias. Eu me lembro da infância, da carência, da revolta, das paixões, das perdas e vitórias, cada música em sua categoria, não categorias como samba, pop, rock ou metal, mas as minhas próprias categorias de momento.

Sou boa fisionomista, guardo mais as características físicas do que os nomes das pessoas, mas se não as vejo, as guardo numa gavetinha, bem lá dentro da memória e quando as encontro, não sei donde, não sei de quando, só sei que as conheço. Isso ocorre comigo com a boa música, guardo também as músicas que gosto só que não em gavetinhas, mas em algum lugar da bagunça dos meus sentimentos.

Compartilho o meu estado de espírito dessa semana.

Ouvir pela primeira vez uma música é como conhecer alguém. Primeiro você tem ouvir.

Bom encontro!

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Sobre tatitalima

Tatita Lima contribuiu com álcool e filosofia para esta Taverna no período de 06/04/2011 à 20/01/2012, mas nunca deixará a essência de taverneira porque toda a sua filosofia de bêbada continuará registrada em seus textos. A Tatita Lima continua na rede: twitter: @tatitalima facebook: facebook.com/tatitalima Ver todos os artigos de tatitalima

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