Filme,pré-estreia, festa e exposição – Raul: O início, o fim e o meio

Olá Taverneiros, tenho várias novidades sobre o nosso mentor taverneiro-filosófico-muluco-beleza, mais conhecido como Raul Seixas. O mês de março está repleto de Raulzito: filme, pré-estreia, festas e exposição.
É com muita felicidade que faço a divulgação da estreia do filme e da exposição, “Raul: O início, o fim e o meio” aqui na Taverna. Tive o prazer e o privilégio de assistir o filme que foi exibido pela primeira vez na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo – 2011. Exibido em duas salas lotadas, no Shopping Frei Caneca, o filme não só emocionou os fãs do Raul, como também fez a plateia entoar um canto emocionado ao relembrar a vida e as músicas do Maluco Beleza e que ao final recebeu um merecido e caloroso aplauso e vários gritos de “Toca Raul”. Não foi à toa que o filme levou o Prêmio de público e Prêmio Itamaraty de melhor documentário brasileiro da Mostra.
O filme estreia nos cinemas agora 23 de março e para os Raulseixistas de plantão haverá pré-estreias do filme no dia 15 de março. E para quem desejar cantar e se emocionar com as músicas do Maluco Beleza haverá festa de pré-estreia do filme no dia 20 de março, no Adega Original, São Paulo. Atrações: Putos Brothers Band e convidados especiais.
Foi aberta agora no dia 10, no Metrô Paraíso, São Paulo, a exposição “Raul: O início, o fim e o meio” que exibe a discografia, a cronologia da vida e obra do Raulzito, além de fotos e manuscritos das letras das músicas compostas por ele. A exposição fica em cartaz de 10 a 31 de março.
Para mais detalhes clique aqui e acesse o Estrambólica Arte onde foram disponibilizados os links e mais informações.

Vai uma banana?

Estamos em Março, o mês considerado pela ONU o mês da mulher. É isso mesmo: o mês que possui em si o “Dia Internacional da Mulher”, 8 de março é também ele todo consagrado à mulher. Se você sabe o que aconteceu neste dia para que levasse esse título, parabéns. Se não sabe, leia isto: http://estrambolicarte.blogspot.com/2012/03/historia-do-8-de-marco.html.

A banana de Andy Warhol, grande ícone da Pop Art, foi feita especialmente para o disco da banda The Velvet Underground.

“Tortura que ela atura com fartura no viver social, então leve uma banana, também social”, cantou Tom Zé em sua música “Vibração da Carne”.  Artístico, lírico, lúdico, crítico, gênio, Tom Zé é de fibra. Um cara que não tem medo de mostrar a cara. Faz questão de ser ele mesmo e de dizer o que pensa. Não se encaixa neste status quo moderno focado na noção de que pra ser bom tem que ser belo, novo, magro e rico. Tom não muda de tom para satisfazer a demanda externa. Ele é fiel à sua  essência, à sua raiz; vive aquilo em que acredita. E distribui bananas pra quem  insiste em falar mal dele sem o conhecer. A banana acima vai para o homem que trata mal a sua mulher.  Vai também para o homem que  não reconhece o valor humano da parceira e para a mulher que não se dá o valor que tem.

A música “Vibração da Carne” é uma das várias que compõem o álbum “Estudando o Pagode – Opereta do segregamulher e amor”.  O disco propõe uma discussão sobre a segregação da mulher na sociedade. O tema é abordado com a classe e irreverência que são praxes da obra do músico bahiano de 75 anos, misturando ironia, humor e poesia num tacho só. Os hits “O amor é um rock” e “Mulher navio negreiro” se destacam no quesito ritmo e musicalidade, mas não deixam a desejar em criticidade e engajamento social. “Quero Pensar” e “Estúpido Rapaz” sugerem uma ruptura com conceito herdado da tradição judaico-cristã, em que a mulher é associada a palavras como “pecado”,  ”demônio” e “diabo”.

O estudo do pagode feito pelo bahiano – que foi forçado a fazê-lo por ser vizinho de pessoas que ouviam o ritmo musical periodicamente em volume alto – revela que o maniqueísmo encontrável na Bíblia não foi abandonado quando se trata de conceituar a mulher moderna. As imagens da mulher  encontradas no pagode oscilam entre um extremo e outro: ora santa imaculada ora prostituta diabólica. Deve-se procurar evitar o uso desses esteriótipos e humanizar a imagem da mulher, quebrando paradigmas historicamente construídos. Um homem que diz que uma mulher – ser humano tanto quanto ele – é “o diabo” está nú. Seu discurso revela dele o seu “encubado, calado, colado, pirado pavor do segredo sagrado” da intimidade sexual e do amor personificado na mulher, como canta Tom na faixa “Mulher, navio negreiro”.

Em “Prazer Carnal”, “Duas Opiniões” e “Ave Dor Maria” pode-se notar forte crítica à apologia do sofrer – a crença de que o sofrimento é próprio do amor – encontrável em grandes doses no discurso religioso.  Essa concepção é embasamento fundamental para que mulheres no Brasil entreguem suas vidas a homens capazes de atos desumanos para manterem intacto o seu senso de masculinidade, posto em prova pela relação a dois desequilibrada. E tudo em nome do amor. E tem o agravante do ideal romântico digno de “princesas Disney” que ajuda a deixar a mulherada bem dócil e passiva quando submetida à violência, à agressão e à privação. “Seja simpática, seja educada e amável. Seja submissa.”  Desde cedo, a mulher aprende que,  em nome do amor, vale tudo, até mesmo ferir a si mesma. Desrespeitar-se. Estar à mercê do “predador”. Tá na hora de mudar esse quadro. O começo: não ensinar isso para nossas filhas e filhos.  Criá-los com capacidade de criticar tal produto. Para que não criemos vítimas de um futuro em que subsista a opressão.

Vejam como as mulheres não são as únicas vítimas dessa herança religiosa e cultural.  Tom diz que o seu disco é “masculinista”, pois vê o machismo como desfavorável para o homem que, não se conscientizando do mal que faz – por falta de reflexão e comodidade com lugar social que ocupa – acaba por se tornar vítima de um padrão: o da incapacidade de satisfazer a sua mulher e, mais radicalmente, a dificuldade em manter uma relação em que a parceria entre homens e mulheres efetivamente se realize. Tudo o que relatei contribui para manter altos os índices de violência e atentados à vida, à saúde física, psíquica e emocional da mulher, assim como aqueles que atualmente o Brasil ostenta.

“Baião de dois não dá pra fazer sem dividir a bênção do prazer”, aponta Tom ainda na faixa “Vibração da Carne”, relacionando a dificuldade da mulher em alcançar o orgasmo com essa tradição do discurso machista de se considerar por direito possuídor de mais  privilégios que ela, até mesmo no campo do sexo. “O que pergunto aos homens é se será que vale a pena continuar tratando mal a mulheres, dando o prejuízo que isso dá? Se você tem a companheira do homem com o pé atrás, desconfiada, ela então… (…) não lhe mostra (o segredo sagrado da intimidade profunda) porque você é um inimigo em potencial. Você ajudou incutir nela uma porção de infernos”, atesta o músico. Abaixo, no vídeo, Tom descreve por si mesmo esse ponto-de-vista. E diz mais. Diz o que deve ser dito.


Geeks e as tarefas repetitivas

Geeks vs não-geeks nas tarefas repetitivas

Olá Taverneiros, estava navegando pelo Google+ quando de repente vi o gráfico acima. Achei demais e resolvi disponibilizá-lo aqui na Taverna, pois faz muito tempo que não publico nada dessa categoria aqui. Ultimamente estou mais na veia filosófica com os posts da série o ‘O Pulso da Vontade’. Mas, um pouco de humor nerd-geek não faz mal a ninguém, eu já estava com saudade.

Fonte: Google+ clique aqui para acessar  o link.


Ritmo

RITMO. [DO GR. RHYTMÓS. PELO LAT. RHYTMU] S.M. 1. MOVIMENTO OU RUIDO QUE SE REPETE, NO TEMPO, A INTERVALOS REGURALARES, COM ACENTOS FORTES E FRACOS. 2. NO CURSO DE QUALQUER PROCESSO VARIAÇÕES QUE OCORRE PERIODICAMENTE DE FORMA REGULAR. 3. SUCESSÃO DE MOVIMENTOS E SITUAÇÕES QUE EMBORA NÃO SE PROCESSEM COM REGULARIDADE ABSOLUTA, CONSTITUEM UM CONJUNTO FLUENTE E HOMOGÊNEO NO TEMPO.

Segue a definição de ritmo da exposição: “Nossas ações e movimentos variam de acordo com os diferentes ritmos que a eles imprimimos. Estas diferenças, no entanto, não se dão apenas a partir da nossa predisposição física e mental, mas também em virtude da natureza das situações com as quais nos deparamos e lidamos. Tais situações exigem de nós a busca por um compasso equilibrado”.

Caros leitores, demos uma pausa para acomodar e conciliar as nossas várias atividades do dia a dia, mas agora que as prioridades e atividades foram concluídas estamos de volta aqui na Taverna para mais uma troca de opinião e experiências. O tema é dessa vez é ritmo. Excelente tema para os nossos dias tão acelerados. Ritmo é o compasso que controla nosso movimento na vida e na interação com os outros. O movimento promove o equilíbrio do mundo, pois impulsiona à evolução que dá asas a imaginação para mover o pensamento e concretizar ações. Às vezes é preciso acelerar e às vezes é preciso pausar. Saber a hora exata de acelerar e pausar é uma excelente prática que nos permite uma vida mais tranquila e saudável.

O ritmo é dado de acordo com o pulsar das nossas emoções e desejos, no entanto é preciso levar em conta que não vivemos isolados no mundo, pelo contrário nossa existência faz parte de uma grande orquestra, onde cada movimento deve ser sincronizado com o meio, pois quando esta sincronia não existe o sofrimento e a angustia imperam. A vida não é uma estrada isolada onde acontece um punhado de acontecimentos desconexos. Tudo acontece harmonicamente por uma pura razão de ser. A vida é uma onda que nos arrasta, querendo ou não. Ir contra seu curso, seu ritmo natural é sofrer. Se deixar levar por ela é viver plenamente aceitando o que nos é oferecido.

Olá, gente! Aqui estamos nós e falando justamente, no que? Ritmo! Oh, há quem traduza ritmo como tempo, ou melhor, como NÃO ter tempo. Muita gente que eu conheço por aí tem um ritmo constante de não ter tempo pra nada que importa, pra nada que vale a pena, pra nada que motive e verdadeiramente nos faça feliz.

O meu ritmo é o meu ritmo. Tem hora que é acelerado, tem hora que é dez por hora. Mas não me cutuque, por favor, não me apresse. Não suporto ser pressionada. Faço tudo quanto faço respeitando um ritmo que vem de mim para mim. Conflito? Sim; pois a pergunta que não quer calar é: “O que você aprende ao conviver com o ritmo do outro?”.

Eu aprendo a fazer malabarismos de tempo. Isto sim. Aprendo a ter paciência, aprendo a ceder. Aprendo a parar de ficar assim tão dentro da minha mente. Aprendo a agir com desapego. Aprendo a beleza do bom humor. Aprendo a deixar tudo ser o que é, despreocupando conscientemente. Aprendo a amar. Ritmo é tudo quanto precisamos aprender a coordenar na relação com os demais.

Sou adepta da máxima Time is Art e basicamente o que mais me tortura nesse mundo é a lógica do Time is Money. Mas, cá entre nós caro sistema capitalista, apesar de você amanhã há de ser outro dia. Pois tem gente suficiente trocando de tempo, saindo dessa engrenagem louca de correria e investindo no SEU próprio tempo. Há gentes suficientes que perceberam que você furou. E só você mesmo não viu. Pois o ritmo de vida que você nos impõe é morte. E não vem que não tem.

E você amado leitor? Qual é o seu ritmo? Conte-nos aqui, estamos DOIDAS pra saber tu-di-nho! Filosofemos – há de se ter tempo para se ser o que se é, né?! =))

Carla Oliveira e Paula Figueiredo


Pulso-irrigação

Olá taverneiros, vamos que vamos com a nossa série “O pulso da vontade”.  O tema desta rodada de debates, questionamentos e bate-papo é Pulso-Irrigação, que está intimamente ligado a Impulso. Apresento o conceito de pulso-irrigação sugerido pela exposição do Sesc Vila Mariana (acima, na imagem), e cito uma parte do comentário da nossa amiga Fernanda Gerber. Este trecho ilustra muito bem a proposta do nosso trabalho aqui na Taverna: “Adorei esse boteco, próxima vez que sentar pra ler isso vou trazer meu copo de vinho. Oh mulherada cheia de vida, inquietações, e voz! Coisa linda esse bate-papo! Adorei o post principalmente por que tem um pedacinho de todas nós nele. Digamos que ele foi socialmente construído”.

Fernanda, eu também estou amando tudo isso. Adorei quando você disse que esse post foi “socialmente construído”. A opinião contida nos comentários nos serviu de embasamento para criar e moldar esse trabalho colaborativo. O conceito de colaboração online é justamente várias pessoas colaborando com o fim de gerar conhecimento e novas experiências. Sinta-se a vontade para trazer seu copo de vinho nas próximas leituras, inclusive costumamos fazer alguns brindes em datas importantes aqui na Taverna. A questão do impulso é muito complexa e por isso mesmo é tão importante que ela seja democrática.  Segue as várias faces de Impulso segundo os nossos leitores:

Renata Rezende relaciona impulso a ansiedade: geralmente meu impulso é comandado pela minha ansiedade. Nem sempre o destino é positivo, mas ele me leva a momentos de saciedade, de prazer, de produtividade e também de mediocridade”.

Laura Torres, por sua vez, escreveu algo poético e profundo: “O que me move? Paixão, Inquietação, perda, iniquidade, saudade, sonho e ilusão. Tudo que parece perfeito não foi feito do fácil. Ninguém ensina o caminho. É preciso amar o irreversível.”

Nina Pontello fala de si mesma como sendo de sangue quente, de família italiana, acredita que o impulso é a forma mais profunda da nossa energia: “Eu vivo de impulsos, sou mulher, tenho energia, “sangue quente” de família italiana. Não seria nada sem meus impulsos. Acredito que o impulso é a forma mais profunda da nossa energia, nossa personalidade se mostrar e nos mostrar. O impulso vem da vida que pulsa internamente, brota do coração. E há um conflito enorme entre razão e coração quando agimos por impulso. Nós agimos, acertamos/erramos e o melhor, é quando conseguimos crescer e amadurecer com o resultado deste impulso. Fico pensando quando li este post, sobre o quanto é difícil e algumas vezes até pensamos em ser impossível segurar um impulso… Isso significa vida, significa que estamos nos movendo e não estamos presos a estagnação. Viva!”. Sim, meninas impulso é ansiedade, paixão, inquietação, saudade, sonho, energia, desejos…

A pulsão vital foi muito bem abordada por Cris Araújo: “Hoje busco uma pulsão vital… não impulsos… esses no momento precisam ficar trancafiados… para que eu não perca algo mais que minha alma…”. Assim como as vantagens e desvantagens do impulso: “Ser impulsivo tem vantagens e desvantagens… podem se machucar mais, todavia… vivem plenamente o que desejam… perdem o medo do depois…”.

A culpa e o medo, a racionalidade, a sensação de estar vivo e se entregar ao impulso e principalmente seguir a intuição foram pontos levantados por Nayana Lenzy: “me veio um filme na cabeça, me fez analisar a minha dificuldade em lidar com ele, a culpa e o medo que ainda são presentes, sou uma pessoa extremamente racional e confesso que não são muitos os momentos em que me sinto entregue ao impulso. Também me veio em mente também todos os momentos em que me senti viva, impulsionada a errar e acertar, a dar a cara a tapa, que delícia é quando sigo minha intuição, meu coração, quando acredito nos meus potenciais, no outro, no amor, na amizade, e até mesmo na dor, acreditando no meu amadurecimento e crescimento. O impulso é um desafio em nossas vidas, nos faz conhecer o nosso melhor, mas também nos faz deparar com o nosso pior… e como é bom isso!!”.

Os nossos impulsos vem do coração, disse Tamara Praxedes. “Nos fazem agir sem pensar , por isso eu acho que nem sempre eles nos levam a fazer as coisas certas , mais tem uma vantagem nisso ; mesmo sendo errado você tenta aprender e tirar coisas positivas .Quando nossos impulsos são perigosos e de certa forma prejudicam nosso meio social e afetivo , devemos saber controlá-los . Mais jamais devemos controlar impulsos que possam nos fazer saber mais e aprender com a experiência deles, seja ela boa ou ruim. Até porque não seriamos nada sem eles !

E quem disse que a Taverna é o clube da Luluzinha? A opinião masculina também é muito bem-vinda aqui. Olhem só o que o Eduardo Miranda pensa sobre impulso: “Nós homens somos menos impulsivos, ou então não pensamos muito se se deve ou não levar a cabo atitudes impulsivas. Tem a ver totalmente com coragem, com necessidades físicas, materiais e afetivas, então no meu caso o que faço é tentar mapear os prós e contras, ser fiel ao que se sabe que vai te deixar feliz. Curiosidade e influência de outras pessoas são sentimentos que nos levam a agir impulsivamente mas são também os sentimentos que mais podem te confundir ou mascarar os caminhos alternativos…”.

Tivemos também a participação de Tato Blassioli, falando sobre a importância do sentir: “Achei lindo tantas pessoas que dão atenção ao que sentem, em um momento tão racional. Continuar sentiindo é a melhor forma para impulsionar o sopro divino que é a vida.” Assim como da Erica Gaião que, a partir do tema ‘impulso’ aborda o conceito de vontade: “Porque a vontade é o elemento essencial da relação que estabelecemos com as coisas e com o universo. A vontade é o que me arremessa, e o que de fato me impulsiona. Talvez seja um querer ser, um querer dizer, um querer fazer parte. Sim, a minha vontade é autônoma.” Ai meu Deus, quanto coisa linda! Agora que já discutimos sobre impulso vamos analisar o conceito de pulso-irrigação; deixo essa para minha amiga Paula.

O que será Pulso-irrigação? (Definição na imagem inicial do post). Penso que seria a capacidade de agir conscientemente com o coração. Mas observem; isto aqui não é o mesmo que impulso, não é uma ação irracional, impensada, de supetão. É um modo deinteragir com o meio empreendendo ações que, além de modificar as dinâmicas dos lugares onde atuamos, nos retroalimentam na medida em que nos estimulam a exercitar nossas capacidades”. É uma  ação certeira, que traz bons resultados e nos impulsiona pra além, para frente, para fora, trazendo contentamento.

Agir, não reagir. Sentem a diferença? O pulso-irrigação é o meio-termo entre agir com a razão – friamente, sem considerar o sentimento, usando basicamente a lógica – e agir com impulsividade. Ação consciente, refletida, pulso-irrigada, sentida, vivida, de coração. Caros leitores, quem de vocês age e consegue não reagir? Quem aqui consegue refrear os seus impulsos e se observar em fúria para, depois, relaxado e tranquilo agir de forma a trazer a tona o melhor de uma situação? Reagir fere, agir constrói. =)

Fecho agora com uma reflexão interessante, o vídeo abaixo apresenta uma leitura de Fernando Pessoa feita por  José Miguel Wisnick, em uma conversa sobre a razão e emoção. Nós ainda entraremos na discussão sobre emoção aqui, contudo não exatamente agora. Estivemos discutindo a razão em oposição a impulso e não a emoção; mas sabemos ser o impulso uma ação cheia de emoção, geralmente desprovida de razão. Será que chegaremos talvez a concordar com Pascal, o filósofo que entoou a famosa frase: “o coração tem razões que a própria razão desconhece”? Deixem seus comentários e vamos levar esta linda conversa adiante! Eu e Carla agradecemos, de coração, a participação de todos. Namastê!

(É vital não nos esquecermos de que somos infinitamente amados pelo universo, só por existir. Assim o contentamente nunca nos deixa!)

Carla Oliveira e Paula Figueiredo


Impulso

Painel da exposição que está on no Sesc Vila Mariana em SP

Olá galera da Taverna! Estamos de volta com mais um post da série “O Pulso da Vontade”. E o nosso tema de hoje é Impulso. O que é isso? Segue a descrição dada pelo pessoal da exposição “O Pulso da Vontade”, do Sesc Vila Mariana:

IMPULSO [DO LAT. IMPULSU] S. F. 1. ATO DE IMPELIR: IMPULSÃO. 2. IMPETO. 3. ABALO, ESTREMEÇÃO. 4. FIG. ESTIMULO INCITAMENTO, INSTIGAÇÃO. O impulso é um atributo presente nas diversas ações que realizamos cotidianamente. Traduz-se tanto nos movimentos e gestos  que praticamos  publicamente, incluindo as relações físicas e psicológicas  com o ambiente  e com as pessoas, como também nas manifestações de nossa subjetividade, ligadas a iniciativa e ímpetos  gerados em nosso intimo.

Ficou claro? Eu, Carlinha, a galera da Taverna e, lógico, vocês, caros leitores, estamos diante do desafio de ajudar a esclarecer ainda mais esta questão. E muitas delícias nos aguardam, assim como muitas delícias já rolaram aqui na Taverna, que está promovendo um bate-papo super produtivo e estimulante para todos nós. Ou, deveria eu dizer TODAS. É meninas, a filosofia  feminina está imperando neste espaço. Até então, nenhuma manifestação masculina. Nós, mulheres, estamos cada vez mais certas do que viemos buscar aqui, não é? Vamos ver se algum homem nos mostra a que veio. Mas isso é outro assunto.

Proponho darmos uma olhadinha nas falas de algumas dessas ‘mulheres de voz’ que berram pra pedir silêncio e fazem barulho por si mesmas quando acham que é preciso, como cantou Rita Lee. Vejam o que a Laura Torres de 33 anos, poetisa, pintora e biomédica contou pra nós, lá de Brasília, DF:  ”O meu teleférico de ida sou eu mesma quem transporta”, esta fala me remeteu à palavra chave  de hoje: impulso; pois impulso é algo que nos transporta, que nos move. O que será que move Laura para que ela seja a responsável por mover seu “teleférico de ida”? Eu me pergunto. Aparecem, aqui, amigos, duas perguntas: “O que te move?” e “Você move o seu corpo ou é o seu corpo que te move?”, ambas tiradas da exposição “O Pulso da Vontade”, como vocês podem conferir nas imagens abaixo.

No post anterior, nossa enquete teve por centro a questão: “O que é vital para você?”. Neste, vamos abrir um pouco a discussão e oferecer mais perguntas para serem respondidas, pois a curiosidade das pessoas as levam a fazerem perguntas diferentes. Tá difícil? Olha o que nos falou Talitha Mesquita, 28 anos, bailarina e professora de dança, direto de Belo Horizonte, MG: “Nossa, é difícil e fácil responder essas perguntas, né?! (…)O que é impulso para mim? Ai, os impulsos, nem sempre são bons, nem sempre têm boas consequências. Muitas vezes é algo que me é vital, ou algo que me inspira, algo   que me motiva, nem sempre com uma natureza boa: amor, dor, alegrias, raiva, tudo isso pode ser impulso.. e assim também são suas consequências: a fala, o grito, o choro, uma ação, a vibração – o que me preocupa mais é o que este impulso causa ou reverbera”. A Talitha nos ajudou um pouco a clarear a percepção sobre “impulso”, respondendo-nos a questão “O que é impulso?” e nos colocou diante de outra pergunta a respeito dos EFEITOS de nossos impulsos. Ela sugeriu que ainda mais importante do que pensar sobre “O que é impulso?” é pensar sobre quais as CONSEQUÊNCIAS dos impulsos nas nossas vidas. A  pergunta da série “O Poder da Vontade” que Talitha se perguntou foi: “Para onde seus impulsos lhe conduzem?”.  E vocês, queridos leitores? Qual das perguntas  feitas até aqui lhes é mais essencial responder? Deixe seu comentário escolhendo pergunta e resposta, pois Mário Quintana já dizia “A resposta certa, não importa nada: o essencial é que as perguntas estejam certas”.

“Por isso eu digo que pra mim o vital é isso: as inúmeras formas de como a vida nos mostra o essencial. Os caminhos que percorremos e as lições que nos são dadas durante todo o processo, as pessoas que encontramos e nos identificamos com ideologias e sentimentos, mas também as pessoas que nos colocam a prova, em conflitos, fazem crescer, chorar, rir, vibrar…” atestou Nayana Lenzi, de 25 anos, estudante de pedagogia, de Varginha, MG. Preciso falar mais? “Adoro questões metafísicas colocadas na prática”, essa é da Erica Gaião, 34 anos, administradora de RH, futura professora de filosofia e escritora do Rio de Janeiro. Bacana, Keka, nós também. Tudo isso aqui pode realmente nos ajudar a ser melhor, não pode? “SER melhor é ter amigos, Amor em todas as suas manifestações”,  poetou Keka. Concordo com ela. E você? Ficou confuso diante de tanta pergunta? Não se preocupe que a Ludmila Megalço, estudante de medicina, de 21 anos, também do Rio, pode te ajudar: “Talvez tudo isso hoje se resuma num tópico: seguir meu coração e ser fiel a mim mesma”. Brilliant.

A Lud também é escritora, assim como todas nós, mulheres aqui citadas, gente de voz, que se responsabiliza pelo que sente, pensa, fala e faz. E nós somos todas filosofas junto com a Keka, não é gente? Acho tudo isso maravilhoso. Olha o que acha a Fernanda Gerber, psicóloga de 31 anos e que nos fala direto de Londres, UK:  ”Eu sou apaixonada por essas amizades lindas que vejo por ai. E quando acontecem essas amizades só sai coisa boa”. É gente, a coisa boa não vai parar nunca mais, estão sentindo? Mas, agora é com a minha amiga Carla. Mando a bola pra ela, e fecho com o comentário que nos deixou Renata Rezende, esta corretora de seguros, professora de línguas e (também!)  escritora de 34 anos, lá de Sampa: “A Carla descreveu muito bem como é bater-papo com a Paula. Entramos no detalhe do ser, filosofamos, compartilhamos histórias”. Adoro filosofar com amigas tão interessantes! Obrigada pela companhia, meninas. E continuemos…

É isso mesmo Paula, nós mulheres temos o dom da intuição e da emoção e por isso assuntos filosóficos nos chamam tanto a atenção, engana-se quem acha que filosofia é somente pensamento lógico e razão. Meninas, a opinião de vocês veio exatamente de encontro com a proposta da exposição e enriqueceu muito nossa ideia de compartilhar nosso conhecimento e experiência. Tudo quanto é compartilhado é multiplicado e amplificado, o mais clássico exemplo disso é aquela passagem Bíblica onde Jesus faz a multiplicação dos pães. Já dizia o sábio Raul Seixas, “Sonho que se sonha só. É só um sonho que se sonha só. Mas sonho que se sonha junto é realidade”. Impulso, no meu modo de pensar é algo que ajuda a me manter em movimento, ou seja, agir. O impulso é fio condutor responsável por carregar a faísca necessária para gerar a explosão que nos faz tomar uma atitude, ‘for better or for worse’. Por essa característica explosiva do impulso que poderá nos levar a fazer coisas boas e também coisas ruins é preciso compreender nossos impulsos e o que nos motivou a tê-los. Essa compreensão faz parte do nosso autoconhecimento e contribui para nosso amadurecimento como seres humanos. Reprimir nossos impulsos poderá ser o caminho mais fácil para evitar fazer algo ruim/errado, no entanto essa repressão nos privará do erro que é justamente o que nos faz aprender e nos conhecer.

O tema do proximo post é “pulso-irrigação”. Quer saber o que é isso? Fique ligado na Taverna que em breve a gente explica tudinho. Por enquanto, escolha entre as perguntas citadas acima “entre aspas” a que mais lhe interessa responder e faça seu comentário. Vamos acender o bate-papo por aqui e refinar o nosso conhecimento de mundo e de nós mesmos. Au revoir!

Paula Figueiredo e Carla Oliveira


O Pulso da Vontade

SESC Vila Mariana

07/01 a 26/02.  Terça a sexta, das 10h às 21h30; sábados, domingos e feriados, das 10h30 às 18h30. 

Ambientação que explora metaforicamente o coração e suas dinâmicas, vinculando-as ao tema da adesão e permanência nas atividades físico-esportivas. Os motes impulso, pulso-irrigação, ritmo, coordenação, constância, emoção e força-vitalidade são traduzidos em diferentes suportes e linguagens. Térreo.

Livre para todos os públicos
Grátis

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Sempre que eu a minha amiga Paula, nos encontramos uma série de sincronicidades acontecem. Já relatei isso no meu blog, a Estrambólica Arte e agora vou compartilhar nossa mais nova experiência aqui na Taverna.

Gael de Tigre e o grupo Furunfunfum

Combinamos de nos encontrar, novamente no Parque do Ibirapuera. Domingo, um dia lindo de sol (e olha que sol neste mês de janeiro aqui em São Paulo está difícil). O parque estava lotado. A Paula entrou pelo portão 7 e eu pelo 10, do outro lado do parque. Mas, encontrá-la foi muito tranquilo. Foi legal vê-la no seu papel de mãe, com binóculos no pescoço, aviãozinho de isopor, máquina fotográfica e o seu maior tesouro, o Gael, lindo com o rosto pintado de Tigre.

Começamos a passear e conversar entre as crianças e os brinquedos do parquinho. O Gael estava radiante. Entre nossas conversas, falamos sobre a vida, a agressividade do ser humano, isso veio à tona depois de uma atitude um tanto quanto exagerada de uma mãe que estava próxima à nós duas. Falamos dos nossos desejos e emoções e do respeito pelo tempo e vontade do outro. Falamos de Deus, Jung, Osho, Freud, Nietzsche, vida, medo, coragem, sonho, visões, meditação, coragem, intuição.

Depois sentamos na beira do lago e ficamos olhando os patos e brincando com Gael, que já estava ficando cansado e com fome. Daí decidimos ir ao SESC Vila Mariana, almoçar e depois assistir a uma peça infantil, uma nova versão de “Os três porquinhos”, uma releitura (mais divertida do que esperávamos) realizada pelo grupo Furunfunfum que comemoravam os seus 20 aninhos de existência justamente naquela data! Coincidência? E lá fomos nós…

Não, não é por acaso que viemos parar aqui, taverneiros. A amizade entre Carla e eu se estabeleceu e alcançou profundidade a partir de interesses comuns como arte, cultura e o universo do diálogo encontrável nos blogs. O amor e a sintonia emergiu precisamente com a inesquecível exposição “O Pequeno Príncipe”, que rolou na Oca em Outubro de 2009 – no mesmo Ibirapuera em que nos encontramos nesse domingo. “Só se pode ver com o coração. O essencial é invisível aos olhos” – revelou seu segredo a raposa ao seu recém conquistado melhor amigo, o princepezinho, ambos personagens do livro homônimo, clássico do aviador francês Saint Antoine de Exupéry.

“O Pulso da Vontade” foi a segunda exposição que eu e Carla frequentamos juntas. E ela têm por referência principal justamente quais de nossos órgãos vitais, caros taverneiros? Advinhem? É isso mesmo: o coração. Que curioso encontro de acasos, não? Havia mais para ser falado sobre este tão essencial músculo de nosso corpo do que supúnhamos quando experimentamos esteticamente o ponto de vista da exposição de 2009. É verdade que já intuíamos a aventura que estava por vir, pois afinal reconhecíamos nossa inegável afinidade. Mas não imaginávamos quando e como ela nos tomaria e uniria os caminhos ainda mais concretamente do que naquele imóvel instante de maravilhamento. E a estrada se revelou, caros filósofos e companheiros de taverna: o encanto brotou; deu cria.

O que propõe a exposição “O Pulso da Vontade” são “situações propícias à descoberta dos desejos e intenções que nos mobilizam e nos fazem comprometidos com nossas escolhas”, explica a equipe do Sesc Vila Mariana. A ambientação ali promovida conferiu forma às indagações acima mencionadas por Carla, “desdobrando-se numa configuração espacial e visual que, ao explorar e traduzir traços característicos do coração, sugere ao visitante uma imersão no núcleo propulsor de nossos ímpetos e movimentos”.

Muito complicado? Nem tanto, caros leitores. Tudo isso pretende ser nada mais nada menos que uma metáfora da diligente atividade orgânica que nos mantém a todos vivos. Resumindo, consiste em tentar responder à seguinte pergunta que se faz: “O que é vital para você?”. Chega de objetivismo, generalização e lugar-comum, pois, no fritar dos ovos, a nossa subjetividade determina bem mais do que supõe a nem tão superada assim (mas antiga!) razão cartesiana. E é isso que exploraremos também nos textos vindouros que irão compor essa série escrita em parceria de coração, olhos e alma; sentidos para além da razão.

Painel da ambientação "O Pulso da Vontade", no Sesc Vila Mariana

Pois bem, meus queridos,  o que me dizem sobre isso? O que é vital para vocês? Para nós, é isso: a amizade, a afinidade, o amor, a simplicidade do olhar infantil que transcende a razão e se ancora na sabedoria do coração. Pra nós, mais importante do que se estar certo é ter um amigo com quem compartilhar sonhos e visões. Mais do que a concordância com o outro, buscamos e elogiamos nossas diferenças, pois são elas que enriquecem o diálogo entre nós. É através delas que podemos ter a sorte de aprender uma com a outra. A gente põe fé no valor do RESPEITO à DIVERSIDADE humana. E vocês, no que põem fé?

No próximo post, trataremos específicamente de um tema que faz com que perdamos o controle sobre nós mesmos e que nos acomete a todos, tirando-nos, eventualmente, o chão dos pés. Vocês hão de concordar comigo – nem que seja apenas no silencioso interior do pulsar de suas veias – que o IMPUSLO é algo que traz consequências que revelam-se nem sempre agradáveis e, contraditoriamente, podem se mostrar bastante essenciais para o nosso crescimento integral. 

Apresento-lhes as cenas do próximo capítulo: “o que é impulso afinal?” e “para onde os seus impulsos lhe conduzem?”. Isso é uma palinha do que trataremos em nosso próximo bate-papo aqui nesta taverna. Eu, Carlinha e toda a galera esperamos por vocês para que dividam seus pontos de vistas sobre o tema conosco e nos ajudem a solucionar os enigmas relacionados ao primeiro mote proposto pela equipe de “O Pulso da Vontade”, o impulso. Até lá!

Carla e Paula

Carla Oliveira e Paula Figueiredo


Adeus? Jamais.

Eis o ponto, taverneiros. Quero saber uma coisa de vocês. Como vocês se despedem de alguém? Tchau? Até mais? Até? Adeus? Pois bem. Sou daquelas que não gosta de usar adeus. Acho adeus muito triste, para baixo. Como dizia Noel Rosa, adeus é uma palavra que faz chorar. Por isso não uso, para mim é como dizer “acabou, foi finito”.

Então cá estou para me despedir dessa Taverna com um tchau. Tchau como se eu fosse ali na adega comprar mais cerveja,  dizendo: “Logo mais te vejo!”. (Foi mais ou menos isso que eu disse para minha mãe quando eu saí de casa, mas neste caso eu usei padaria e pão). Realmente, olhar agora para Taverna Filosófica me fez lembrar de quando saí da casa dos meus pais. Não consegui levar muitas coisas, foi só o necessário, o necessário para uma nova mulher.

Minha antiga-nova kitinete era do tamanho do meu antigo-antigo quarto, só que tinha que caber: uma mini geladeira, um fogão duas bocas, tv 14”, computador, microondas, cama, guarda-roupas de duas portas, quatro cobertas e uma mesa robusta para apoiar minhas folhas A1 e, ah,  minha régua paralela de 1m. Mágico! Cabia.

Kitinete da Tatita - 2006

A kitinete era tão entulhada e mesmo assim gostava tanto de estar ali, queria vê-la mais bonita, uma bagunça arrumada, porque eu era parte daquela bagunça. Pintarei a parede! É. Resolvi pintar mesmo, com tudo dentro de 23m² de área útil, já contando com o banheiro-lavanderia. Tudo não, confesso. Ficou sem pintar atrás do guarda-roupas, atrás da cama e atrás da mala G, que era o meu criado-mudo. Ali atrás nem aparecia mesmo! Ainda tenho alguns moletons que contam melhor essa história. Continuar lendo


Um luxo apimentado

Depois de uns goles de álcool sento à mesa da Taverna para filosofar e petiscar um assunto doce e ao mesmo tempo apimentado. Antes de lambuzar a mesa (opa!) é preciso deixar claro que essa Taverna é um ambiente familiar, mas esporadicamente coloca em discussão assuntos que alfinetam o pudor e ruborizam alguns nichos da sociedade.

Por falar no verbo “ruborizar”, esse assunto chegou à tona por intermédio dos queridos geeks que divertem o mundo da tecnologia com seus temas, histórias e afins: os líderes da #CavalariaGeek, Tato Tarcan e Prof. Maury do WeRgeeks. No quadro WeRgeeks #Recomenda69 (um número muito sugestivo!), Prof. Maury com toda sua audácia recomenda a série brasileira do MultiShow Oscar Freire 279 e desde então, mesmo ruborizada, passei a acompanhar.

Existem preconceitos quando se fala de produção brasileira para TV, eu mesmo ligo o botão ALARME ao assistir, não porque duvido da potencialidade e ousadia dos roteiristas, diretores e atores brasileiros, mas porque infelizmente a TV aberta não se preocupa com o “o que, para quem e como?” da sua produção , apenas “para quantos?”. Ela joga no liquidificador drama, humor, erotismo e serve de uma vez, achando que essa é a única receita vitaminada para o grande entretenimento brasileiro, as novelas. Continuar lendo


Igreja do Ctrl+C e Ctrl+V

Caros Taverneiros e amigos Nerds/Geeks, era só o que faltava no mundo do bits e bytes uma igreja do Ctrl+C e Ctrl+V. Pois bem, isso não é nenhuma piada, é real e aconteceu na Suécia. Lá a igreja do Ctrl+C e Ctrl+V foi reconhecida como religião. Segue abaixo a matéria completa que li no site da Folha Online.

A Igreja do Kopimismo (Church of Kopimism), religião que tem como base o compartilhamento de informações, foi formalmente reconhecida pelo governo da Suécia.

Kopimi, em inglês, é pronunciado copy me –ou me copiem. É um selo formulado para ser o oposto do copyright, que dá permissão para que o conteúdo seja copiado e disseminado sob qualquer propósito, comercial ou não.

A seita foi criada pelo estudante de filosofia Isak Gerson, 19. Além dele, também aparece como fundador da religião o estudante de economia Gustav Nipe, 21 –ele também é um participante ativo do Partido Pirata da Suécia.

Em seu Twitter (@isakgerson), Isak escreve com ares de profeta. “Um décimo dos arquivos de todos deveria ser compartilhado”, disse.

Os “kopimistas” acreditam que toda informação compartilhada tem mais valor e é sagrada. Os símbolos da religião são o Ctrl+C e o Ctrl+V.

O reconhecimento protege e garante o direito dos kopimistas de exercerem a religião e, pelo menos da teoria, pode dar acesso à assistência financeira do governo.

Em 2009, a Suécia foi palco de outro acontecimento na área de cultura digital: o Partido Pirata sueco conseguiu 7% dos votos do país nas eleições parlamentares europeias.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/tec/1030301-suecia-reconhece-igreja-do-ctrlc-e-ctrlv-como-religiao.shtml


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